Olhe ao seu redor. Esfregue os seus gravetos mentais e acenda um fogo. Acorde o macaquinho do sótom-mental. Eles estão lá, estão por toda a parte, e sustentam o seu mundo. É só ver. O que eles significam? Pra mim? Hum... bem... o que eles significam para você? Veja, simplesmente veja-os. Afinal, as maiores viagens também começaram com um único passo.

quarta-feira, maio 23, 2007

Ridículos

Quanto tempo será que ainda vamos precisar até que eles entendam que a Wicca não é uma seita, é uma religião, que não é macumba e não é satanismo?

Eles: programas de tv populares, sítio de notícias do UOL, Jornal do Brasil e outros veículos de informação dos mais variados portes e credibilidade...

Decepcionante.

Não estou sozinha: http://www.boivoador.com/01/viewtopic.php?p=779&sid=1eeea0a1b80a065e1d15eb3546e65e90

domingo, maio 20, 2007

Harry Potter 7

Hum, bem, a MTV original resolveu perguntar para alguns diretores o que eles fariam com se assumissem a direção do último filme da série.
Entre muito mimimi, e alguma rasgação de seda, observe as pílulas de honestidade.

Rob Zombie (Halloween): "Seria provavelmente bem violento e com muita nudez. É isso que a série precisa. E Harry diria 'fuck' várias vezes. Isso apimentaria a coisa".
Edgar Wright (Todo mundo quase morto, Hot Fuzz): "Eu gostaria de ver Daniel Radcliffe pelado mutilando cavalos [em referência à peça que o ator protagoniza em Londres, Equus]. No Reino Unido é um negócio aquele cartaz do lado de fora do teatro, é enorme. Coisa insana. Tem uns três andares de altura - uma foto de Daniel Radcliffe pelado".
Zack Snyder (300): "O problema com Harry Potter é que não dá pra ser diferente dos livros. Você quer vê-los transando ou brigando ou atirando um no outro? Claro que sim. Minha reação inicial seria fazer um filme para pegar censura alta, do tipo 'eles deveriam ser mais sombrios!' E seria sensacional se Harry morresse no final".

*risadas maléficas e mãos contorcidas*
- é hora de botar pra fuder a porra toda!

segunda-feira, maio 14, 2007

song for my heart

É mágoa
Já vou dizendo de antemão
Se eu encontrar com você
Tô com três pedras na mão
Eu só queria distância da nossa distância
Saí por aí procurando uma contramão
Acabei chegando na sua rua
Na dúvida qual era a sua janela
Lembrei que era pra cada um ficar na sua
Mas é que até a minha solidão tava na dela
Atirei uma pedra na sua janela
E logo correndo me arrependi
Foi o medo de te acertar
Mas era pra te acertar
E disso eu quase me esqueci
Atirei outra pedra na sua janela
Uma que não fez o menor ruído
Não quebrou, não rachou, não deu em nada
E eu pensei: talvez você tenha me esquecido
Eu só não consegui foi te acertar o coração
Porque eu já era o alvo de tanto que eu tinha sofrido
Aí nem precisava mais de pedra
Minha raiva quase transpassa a espessura do seu vidro
É mágoa
O que eu choro é água com sal
Se der um vento é maremoto
Se eu for embora não sou mais eu
Água de torneira não volta
E eu vou embora
Adeus

Ana Carolina

Se a música fosse minha, eu não diria raiva. Eu diria nada, apenas nada.

sábado, maio 05, 2007

Janis 'Pearl' Joplin


Vagando pelo cyberespaço, ao som de um Summertime cintilando com os dedilhados do Jimi Hendrix, olha o que eu encontrei em meio a um especial liiiindo no site da Revista Trip (edição #81)...
Fotos excusivas, um relato de uma passagem pelo Rio de Janeiro num carnaval perdido em 1970 e.... Serguei falando sobre A Pérola! Sente só:
"A gente se conheceu em Long Island, num festival de rock num parque, na época em que eu morava nos EUA. Ela chegou em mim e disse: 'Você tem muito feeling'. De cara, ficamos amigos. Fui com ela para San Francisco, passei um mês com ela lá. Tivemos uma convivência ótima. Janis tinha mania de tomar suco de laranja, era um ritual, preparava suco toda hora - depois jogava gim. Um dia, ela estava fazendo suco e bateram na porta. Fui ver, era um black power esquisito. Pode abrir, ela falou. Foi assim que conheci o Jimi Hendrix. Sei que eles começaram a discutir muito, depois se beijaram - era um outro estilo de vida, tá me entendendo? Dali a uns dois dias fomos à casa de Jimi, em Los Angeles. Sempre fui muito atirado, dançava, rebolava, ficava fazendo assim com a língua. Aí, a Janis veio e falou para eu parar com aquilo de mostrar a língua, senão aquele cabeludo afundado no sofá ia me enfiar um sunshine na boca. O cabeludo era Jim Morrison.
Numa outra festa, no Motel Senegal Boulevard, com Jimi Hendrix, Kris Kristofferson (parceiro de Janis em 'Bobby McGee') Jim pediu para Janis fazer um boquete nele. Ela fingiu que ia fazer, mas preferiu atirar a garrafa de whisky na cabeça dele. Jim nem estrilou: 'Vou tirar uma soneca', disse. Uns dois anos depois, eu caminhava pela calçada em frente ao Copacabana Palace - naquela época a gente podia andar na Avenida Atlântica sem ser assaltado - quando vejo um casal bem diferente: um loiro alto, bonito, interessante e uma mulher com turbante e saia cigana. Puta que pariu! 'Janis!', gritei, e logo nos beijamos na boca.
Nessa época, eu cantava num buraco chamado New Holliday, no porão 73 do Leme, Copa. Cantava coisas como 'Satisfaction' e 'Tropicália', abria o show da Darlene Glória. Quis levar a Janis lá. O gerente, um português, barrou-a na porta: 'Esta mendiga imunda não pode entrar aqui'. Imagine, num bar de putas a Janis foi barrada! Briguei com o português e ela acabou entrando. Alcione estava cantando 'Upa neguinho'. A Janis logo sentou e pediu vodca - sabe, quando você toma metadona dá muita vontade de beber vodca, e ela fazia tratamento com metadona, na época, pra sair fora da heroína. Tinha uma bandinha tocando, subi no palco e falei 'com vocês, a maior cantora de todos os tempos'. Pedi para os caras a acompanharem, mas eles não sacavam a música, ficaram nervosos. Então ela soltou a voz e cantou 'Ball and chain'. Meu Deus (Serguei emociona-se, chora)... O canto dela era sublime! A boate toda se levantou. Alcione gritou desvairada. Tony Tornado, que também se apresentava ali, tremia todo, sem camisa. O português se ajoelhou aos meus pés e pediu: 'Puta que pariu! Como fui barrar essa maluca? Dá na minha cara, que eu mereço!'. Logo em seguida, ela cantou 'What I'd say', do Ray Charles. Foi lindo, a glória, uma loucura total. A boate inteira nos mandava bebida.
Saí de lá, alcancei ela com o David Niehaus, o tal holandês loiro, já na praia. Uma lua cheia… Você sabe, né, sou um sem-vergonha por natureza: transamos nós três até de manhã. Na verdade, eu estava mais ligado no holandês, aquela bunda branca ao luar, não tinha muita atração nela porque pra mim a Janis era algo inatingível, um ídolo, sensualidade e protesto, tudo. Ela era tudo o que eu queria ser. Mesmo que a gente estivesse próximo, transando, pra mim ela era um ponto de luz perdido no espaço."


Algumas pessoas podem desperdiçar mil palavras, fazer um livro que venda mil cópias... Mas algumas outras pessoas em poucas linhas dizem tudo. Hail!

Agora, na Wikipédia:
Before Janis died, she had money allocated in her will for a party for her friends. After she died, her closest friends held a party, with a banner at the door that said:"Drinks are on Pearl!"

Agora me conta.... Por que pessoas assim morrem aos 27 anos? Pelo menos ela não viu os anos 80, nem a morte do Lennon. Nem correu o risco de ver o sonho acabar. Será que acabou mesmo? Algumas pessoas duram para sempre.
Volte sempre e use filtro solar.