Olhe ao seu redor. Esfregue os seus gravetos mentais e acenda um fogo. Acorde o macaquinho do sótom-mental. Eles estão lá, estão por toda a parte, e sustentam o seu mundo. É só ver. O que eles significam? Pra mim? Hum... bem... o que eles significam para você? Veja, simplesmente veja-os. Afinal, as maiores viagens também começaram com um único passo.

segunda-feira, outubro 31, 2005

Chega a vez do arco-íris

Toda aquela tempestade teve motivo, mas talvez não forte o bastante para justificar todo aquele drama.... O que quer que tenha contecido não desencadearia nada parecido com todo o desastre que eu estava prevendo.... Antes mesmo de uma destruição digna de nota, veio a bonança que foi muito melhor que eu poderia sonhar. Agora tudo são flores e o arco-íris brilha no céu.

Bom, só pra avisar mesmo....
Eu sou uma criança feliz afinal ^^


Aiaiaiaiaiai.... As Musas não estão colaborando ultimamente.... ô.O

domingo, outubro 23, 2005

Pensamentos sobre ruínas

Hoje não teremos histórias fantásticas ou delírios incompreensíveis... Não estou com espírito para invocar as Musas.
O que aconteceu? Nada de mais, ou talvez tenha sido exatamente isso. Coisas muito pequenas e aparentemente sem importância podem quebrar em infinitos pedaços o precioso cristal de um momento perfeito, o castelo de cartas da realização de todos os nossos sonhos...
A vida é assim mesmo. E eu já devia ter me acostumado com o fato de que os meus cristais e castelos de cartas nunca duram por muito tempo, e ruem justamente no momento em que eu mais os aprecio...
O que o futuro reserva pra mim depois do acontecido? Nem eu mesma estou interessada em saber. Só espero que me deixem em paz até a tempestade passar...

(eu tinha uma imagem perfeita para postar junto, mas não estou encontrando-a)

domingo, outubro 16, 2005

Sabedorias de um viajante

Eu tenho estado longe, vendo o mundo de cima. Além da compreensão do tempo e do espaço. Tenho visto o mundo mudar com quinhentas revoluções por minuto, a passagem de líderes, muitos reis e tiranos. Vi a ascenção e queda de deus.
Mas minha história não é para todos. Quem não percebe a poesia de um olhar nem ouve o murmuro de uma cascata de lágrimas tampouco entenderá esta longa explicação.
Apenas uma coisa posso dizer antes que a ignorância impere e eu me perca no esquecimento irreparável:
Ninguém acredita mais na potência das borboletas...

sábado, outubro 01, 2005

Conto Noturno .::Cinco Minutos::.

A entrada da estação parece escura apesar de todas as lâmpadas. É por causa do horário, a noite que cobre o mundo com seu negro véu. Escadas desertas, um funcionário sonolento vende bilhetes em um guichê solitário na estação vazia, e os seguranças olham desconfiados por trás de seus copos do café frio e fraco que ninguém sabe quem fez. Um casal anda furtivamente pelo corredor vazio. 11:55. Ninguém na plataforma. Um homem aparece, anda apressado, onde estará indo tão tarde? Há mais alguém vindo, uma senhora, uma mulher com uma criança. Todos andam de leve, como se temessem algo. Que fantasmas sairiam do túnel se tivessem a oportunidade? Quantos medos personificados, quantos traumas revividos? 11:56. Cada minuto parece um ano na estação sonolenta. É sexta-feira, a essa hora estão todos rindo e se divertindo, é uma cidade boêmia. Mas na estação as pessoas parecem alheias a todo esse divertimento. 11:57. Passa um trem, mas está apagado, um trem fantasma na estação urbana. Um arrepio percorre a espinha de todos os presentes, o som estridente das rodas de aço nos trilhos energizados soa como um grito de mal agouro. O que teria passado pela mente dos que presenciaram tal aparição? Ninguém nunca saberá. 11:58. Passos apressados em direção à plataforma. Jovens, prontos para entregarem-se nos braços da noite, vendendo suas almas às perdições da vida, abdicando da razão por um pouco mais de diversão. Estão aliviados por encontrarem outras pessoas: sinal de que o último trem ainda não passou. O casal continua junto no fim da estação, alheio ao mundo. Riem e se beijam como se fosse dia, como se fosse cedo. Para eles não há bruxas ou males, só há o prazer de estarem juntos naquele momento. 11:59. Uma luz aparece no túnel antes escuro e silencioso. É o tão aguardado trem se aproximando. Todos respiram aliviados ao verem a grande máquina parar na estação. Se não fosse por esta última chance, não haveria como partir antes da chegada do dia seguinte. Vagões vazios, bancos vazios, apenas luzes frias, ar condicionado e publicidade barata como testemunha. As poucas pessoas presentes se espalham pela plataforma de embarque, cada uma escolhendo o vagão que parecesse mais vantajoso. Os jovens continuam juntos, na sua animação após a perda irreparável da inocência, parecendo dispostos a iniciar a festa ali mesmo entram no trem. A mulher acorda a criança que reclama ainda estar com sono. Elas entram no trem. O homem desencosta da parede e entra no trem. O casal retorna de seu universo paralelo e também entra no trem. As portas continuam abertas aguardando mais algum passageiro, ignoram a estação que acabou de fechar: ninguém mais embarcará hoje. 00:00. O trem parte. Parte impetuoso como a sombra da morte que não ouve a clemência dos vivos, parte com a pressa do condutor que quer terminar sua última viagem, e parte com a calma de alguém que não terá outra coisa a fazer antes do dia vindouro. Todos chegarão em alguns minutos nas estações desejadas, para seguirem suas vidas e nunca mais encontrarem com aqueles que compartilharam cinco minutos numa estação enquanto aguardavam o último trem.

~ E eu acho que deveria parar de andar de metrô nesse horário.
Volte sempre e use filtro solar.