Olhe ao seu redor. Esfregue os seus gravetos mentais e acenda um fogo. Acorde o macaquinho do sótom-mental. Eles estão lá, estão por toda a parte, e sustentam o seu mundo. É só ver. O que eles significam? Pra mim? Hum... bem... o que eles significam para você? Veja, simplesmente veja-os. Afinal, as maiores viagens também começaram com um único passo.

domingo, dezembro 25, 2005

A volta dos que pareciam ter ido

que coisa feia..... séculos e séculos longe... uma era inteira se passou desde a última vez em que eu postei qualquer coisa por aqui.... vergonhoso.....

voltei de salvador.... as aulas voltaram.... almofofa sa/e foi a melhor equipe empreendedora.... semana de provas quase acabou comigo.... presentes super bacanas de natal.... joelho mais do que estourado.... aula agora so no ano que vem pra cair matando e seguir direto....
resoluções interessantes para antes do ano novo.... eu gosto de trabalhar com prazos curtos...
esperem e verão.

fui

sábado, novembro 26, 2005

Salvador é preciso

Hum.... É, eu fugi de tudo e todos... E fui parar na Bahia!

Infelismente, não ajudou muito a minha crise de inspiração... Estou aqui agora mais para prestar contas mesmo... Achei que conseguiria ficar uma semana feliz e contente londe da internet, mas depois percebi que a cada 50 metros havia um cyber café. Eu mereço... Então, num belo sábado de noite (mais precisamente agora) não resisti à tentação e acessei. Pronto, estou aqui. Mas não exatamente num cyber café, porque neles você tem que pagar pelo acesso, e no hotel já está tudo incluído no pacote :p hehehehe
Bom, mas eu estou aqui por uma causa muito nobre, viu? Em janeiro, no auge do verão no Brasil, enquanto todos estiverem na praia ou viajando, eu vou estar na escola tendo aula.... Buáááááá.... E tudo por causa dessa @#%$@#@#*&@#@%#$ de greve.... Então, nada mais justo do que aproveitar enquanto as aulas não recomeçam.

Bom, o sol não me afetou como eu esperava, e a praia só me fez bem. Água de coco eu não gosto, e consegui ficar longe do axé por tempo suficiente para não ser afetada por ele.
Muito em breve eu vou estar voltando à minha terra. Já estou com saudade de todo mundo... Principalmente dos meus amigos que moram no meu tumtum, e mais ainda do meu amor.

Saudações e fui ^^

ps.: fotinhos e maiores detalhes, depois
ps².: foi curtinho, mas já é melhor do que nada

quinta-feira, novembro 17, 2005

Só avisando mesmo...

Bom, as Musas continuam de greve, tanto quanto o CPII.... Então estamos entrando numa fase que mistura a mais pura decadência com a mais sublime redenção, e eu sei que isso não faz muito sentido agora.

Mas esse pequeno bilhete que não merece nem mesmo ser denominado post é só para aconselhar os meus leitores a ter paciência e não sentir muito a minha falta. Vou ficar mais um tempo sem postar, mas dessa vez não por falta de inspiração, mas sim por falta de contato como pc, já que eu vou estar viajando (e dessa vez no plano físico, não no plano dos delirios! que vitória!) muito em breve.
Espero que toda a praia, sol, água de coco e diversidade cultural colaborem com a minha criatividade. E espero também que todo o axé não faça um estrago muito grande no meu cérebro.

É isso aí, até a volta.

Beijos a todos os meus 2 ou 3 leitores ^^

sexta-feira, novembro 04, 2005

Como o tempo passa... Dois meses...

Hoje não falarei de nada louco, não escreverei sobre a vida, não darei provas da minha insanidade.
Hoje eu vim apenas para deixar registrada a importância deste momento. E este post é dedicado a uma pessoa apenas.

Há dois meses e algumas semans atrás eu nem poderia sonhar o quanto a minha vida mudaria para melhor, o quanto um impulso é importante para fazer uma curva brusca na vida das pessoas. Há dois meses e algumas semanas atrás eu conheci você, e há dois meses atrás você entrou pra sempre na minha vida.
Mesmo naquele dia eu não poderia imaginar o quanto a minha vida iria mudar. Você já era alguém especial pra mim, só que ainda não sabia o quanto. Te amo muito, numa intensidade que não sabia possível ou suportável. Agora minha vida sem você não teria o mesmo brilho, a mesma intensidade, ou a mesma razão de ser. O fato de ter você comigo aconteça o que acontecer me motiva, me faz seguir em frente.
Eu sei que nada disso tem muito objetivo estando apenas na tela fria deste blog e, apesar de estar curto, não consigo continuar aqui. Tudo que eu disse e tudo mais que eu quero dizer só direi pessoalmente, se as lágrimas deixarem... Não pude evitar.

Bom, é isso. Aí estão as duas primeiras músicas da grande trilha sonora que o nosso amor e a nossa amizade merecem:

Daft Punk- Something About Us

It might not be the right time
I might not be the right one
But there's something about us I want to say
Cause there's something between us anyway

I might not be the right one
It might not be the right time
But there's something about us I've got to do
Some kind of secret I will share with you

I need you more than anything in my life
I want you more than anything in my life
I'll miss you more than anyone in my life
I love you more than anyone in my life

Aerosmith- I Don't Wanna Miss a Thing
I could stay awake just to hear you breathing
Watch you smile while you are sleeping
While you're far away and dreaming
I could spend my life in this sweet surrender
I could stay lost in this moment forever
Every moment spent with you is a moment of treasure

Don't want to close my eyes
I don't want to fall asleep
Cause I'd miss you babe
And I don't want to miss a thing
Cause even when I dream of you
The sweetest dream will never do
I'd still miss you babe
And I don't want to miss a thing

Lying close to you feeling your heart beating
And I'm wondering what you're dreaming
Wondering if it's me you're seeing
Then I kiss your eyes
And thank god we're together
I just want to stay with you in this moment forever
Forever and ever

Don't want to close my eyes
I don't want to fall asleep
Cause I'd miss you babe
And I don't want to miss a thing
Cause even when I dream of you
The sweetest dream will never do
I'd still miss you babe
And I don't want to miss a thing

I don't want to miss one smile
I don't want to miss one kiss
I just want to be with you
Right here with you, just like this
I just want to hold you close
Feel your heart so close to mine
And just stay here in this moment
For all the rest of time

Don't want to close my eyes
I don't want to fall asleep
Cause I'd miss you babe
And I don't want to miss a thing
Cause even when I dream of you
The sweetest dream will never do
I'd still miss you babe
And I don't want to miss a thing

Don't want to close my eyes
I don't want to fall asleep
I don't want to miss a thing

segunda-feira, outubro 31, 2005

Chega a vez do arco-íris

Toda aquela tempestade teve motivo, mas talvez não forte o bastante para justificar todo aquele drama.... O que quer que tenha contecido não desencadearia nada parecido com todo o desastre que eu estava prevendo.... Antes mesmo de uma destruição digna de nota, veio a bonança que foi muito melhor que eu poderia sonhar. Agora tudo são flores e o arco-íris brilha no céu.

Bom, só pra avisar mesmo....
Eu sou uma criança feliz afinal ^^


Aiaiaiaiaiai.... As Musas não estão colaborando ultimamente.... ô.O

domingo, outubro 23, 2005

Pensamentos sobre ruínas

Hoje não teremos histórias fantásticas ou delírios incompreensíveis... Não estou com espírito para invocar as Musas.
O que aconteceu? Nada de mais, ou talvez tenha sido exatamente isso. Coisas muito pequenas e aparentemente sem importância podem quebrar em infinitos pedaços o precioso cristal de um momento perfeito, o castelo de cartas da realização de todos os nossos sonhos...
A vida é assim mesmo. E eu já devia ter me acostumado com o fato de que os meus cristais e castelos de cartas nunca duram por muito tempo, e ruem justamente no momento em que eu mais os aprecio...
O que o futuro reserva pra mim depois do acontecido? Nem eu mesma estou interessada em saber. Só espero que me deixem em paz até a tempestade passar...

(eu tinha uma imagem perfeita para postar junto, mas não estou encontrando-a)

domingo, outubro 16, 2005

Sabedorias de um viajante

Eu tenho estado longe, vendo o mundo de cima. Além da compreensão do tempo e do espaço. Tenho visto o mundo mudar com quinhentas revoluções por minuto, a passagem de líderes, muitos reis e tiranos. Vi a ascenção e queda de deus.
Mas minha história não é para todos. Quem não percebe a poesia de um olhar nem ouve o murmuro de uma cascata de lágrimas tampouco entenderá esta longa explicação.
Apenas uma coisa posso dizer antes que a ignorância impere e eu me perca no esquecimento irreparável:
Ninguém acredita mais na potência das borboletas...

sábado, outubro 01, 2005

Conto Noturno .::Cinco Minutos::.

A entrada da estação parece escura apesar de todas as lâmpadas. É por causa do horário, a noite que cobre o mundo com seu negro véu. Escadas desertas, um funcionário sonolento vende bilhetes em um guichê solitário na estação vazia, e os seguranças olham desconfiados por trás de seus copos do café frio e fraco que ninguém sabe quem fez. Um casal anda furtivamente pelo corredor vazio. 11:55. Ninguém na plataforma. Um homem aparece, anda apressado, onde estará indo tão tarde? Há mais alguém vindo, uma senhora, uma mulher com uma criança. Todos andam de leve, como se temessem algo. Que fantasmas sairiam do túnel se tivessem a oportunidade? Quantos medos personificados, quantos traumas revividos? 11:56. Cada minuto parece um ano na estação sonolenta. É sexta-feira, a essa hora estão todos rindo e se divertindo, é uma cidade boêmia. Mas na estação as pessoas parecem alheias a todo esse divertimento. 11:57. Passa um trem, mas está apagado, um trem fantasma na estação urbana. Um arrepio percorre a espinha de todos os presentes, o som estridente das rodas de aço nos trilhos energizados soa como um grito de mal agouro. O que teria passado pela mente dos que presenciaram tal aparição? Ninguém nunca saberá. 11:58. Passos apressados em direção à plataforma. Jovens, prontos para entregarem-se nos braços da noite, vendendo suas almas às perdições da vida, abdicando da razão por um pouco mais de diversão. Estão aliviados por encontrarem outras pessoas: sinal de que o último trem ainda não passou. O casal continua junto no fim da estação, alheio ao mundo. Riem e se beijam como se fosse dia, como se fosse cedo. Para eles não há bruxas ou males, só há o prazer de estarem juntos naquele momento. 11:59. Uma luz aparece no túnel antes escuro e silencioso. É o tão aguardado trem se aproximando. Todos respiram aliviados ao verem a grande máquina parar na estação. Se não fosse por esta última chance, não haveria como partir antes da chegada do dia seguinte. Vagões vazios, bancos vazios, apenas luzes frias, ar condicionado e publicidade barata como testemunha. As poucas pessoas presentes se espalham pela plataforma de embarque, cada uma escolhendo o vagão que parecesse mais vantajoso. Os jovens continuam juntos, na sua animação após a perda irreparável da inocência, parecendo dispostos a iniciar a festa ali mesmo entram no trem. A mulher acorda a criança que reclama ainda estar com sono. Elas entram no trem. O homem desencosta da parede e entra no trem. O casal retorna de seu universo paralelo e também entra no trem. As portas continuam abertas aguardando mais algum passageiro, ignoram a estação que acabou de fechar: ninguém mais embarcará hoje. 00:00. O trem parte. Parte impetuoso como a sombra da morte que não ouve a clemência dos vivos, parte com a pressa do condutor que quer terminar sua última viagem, e parte com a calma de alguém que não terá outra coisa a fazer antes do dia vindouro. Todos chegarão em alguns minutos nas estações desejadas, para seguirem suas vidas e nunca mais encontrarem com aqueles que compartilharam cinco minutos numa estação enquanto aguardavam o último trem.

~ E eu acho que deveria parar de andar de metrô nesse horário.

terça-feira, setembro 27, 2005

Never-ending tales }i{ 1st part



Um dia alguém abriu a mente como se fosse um livro e mergulhou em um universo novo. Encontrou um país mágico governado por uma Rainha e em seu Castelo pôde finalmente ser livre. Mas todo esse encantamento teve início muitos anos antes...

Um bebê foi encontrado à entrada da caverna. Não se sabia quando fora parar ali ou quem o deixara. Sabia-se apenas que era uma menina de grandes olhos cuja cor não conseguiam definir. Era verde, mel ou castanho dependendo do que se passasse pela alma da menininha, ou às vezes adquirem uma forte tonalidade lilás que ninguém nunca conseguiu explicar como ou porque acontecia. Não era uma menina qualquer, apenas um bebezinho indefeso abandonado por uma mãe sem coração. Era uma criança que viera ao mundo com algum propósito, e cuja mãe tinha uma missão. Com ela não havia mensagem ou bilhete, apenas um colar. Pedras estranhas de tonalidades azuis adornavam a jóia de um material mais alvo do que a mais pura prata. Nunca haviam visto tal preciosidade, mas reconheceram de alguma forma a jóia e souberam que era uma ocasião de suma importância.
Aquela uma caverna ocupada não pelas feras que habitavam a floresta, mas sim a morada dos sábios. Praticantes de uma religião tão antiga quando as árvores que os rodeavam, conheciam a fundo os mistérios dos elementos e podiam se comunicar com os deuses. Viviam em comunhão com a natureza e transmitiam seus ensinamentos à todos os que chegassem com a alma pura e sentimentos sinceros. Uma comunidade justa e pacífica que nunca antes presenciara algo tão inesperado e incompreensível.
Aquela menina era um mistério, mas todos sabiam internamente que sua chegada prenunciava mudanças, que após seu tempo tudo haveria de ser diferente. Não tiveram escolha se não adotá-la e educá-la como faziam com as outras crianças, mas estranhamente não havia mais nenhuma naquela idade. Ninguém sabia seu nome, e não ousaram dar-lhe um, chamavam-na apenas de Rainha, pois era o que parecia. Sua expressão serena e forte, e a sabedoria nata que demonstrava não deixavam dúvidas de que realmente possuia sangue real. Os anos foram passando e a menina foi crescendo, e após a passagem de muitas estações, chegou o dia em que completavam dezesseis anos desde que ela fora encontrada na entrada da caverna. Com essa idade, os líderes dos sábios decidem o futuro do aprendiz, se deve ser iniciado e penetrar definitivamente entre os mistérios ou se deve partir para ter uma vida entre as pessoas comuns. E foi decidido que ela ficaria e seria iniciada, mas também fora decidido que após a cerimônia a jovem sacerdotisa receberia de volta a maravilhosa jóia que fora encontrada junto a ela dezesseis anos antes.
Sua face tomou uma expressão sombria assim que seus olhos pousaram sobre a peça, e por vários dias permaneceu isolada de todas as outras pessoas. Passava seu tempo sobre os rochedos que formavam o conjunto de cavernas onde vivia e, enquanto conservava o colar ao redor do pescoço, seus olhos não perdiam a estranha tonalidade lilás que nunca antes fora observada por tanto tempo.
No dia da festividade de ano novo, várias luas após sua iniciação, a Rainha desceu do rochedo e fez-se ouvir pela primeira vez diante do conselho dos sábios:
_ Sei que meu passado é um mistério, e meu futuro a mim também é oculto, mas sei que é chegada a hora de minha partida. Devo atravessar as brumas que cercam a floresta e as feras que ali residem me darão passagem. Não posso impedir o curso do meu destino no desenrolar dos caminhos do universo. Há um lugar para mim lá fora, e devo ocupá-lo. Agradeço por todos os ensinamentos e por toda a atenção dispensada à minha pessoa. Suas presenças jamais perderão a intensidade em meu coração.Dizendo isso, ela virou-se e partiu sem dizer adeus. Ao sair da caverna e atravessas as ávores próximas, pode ouvir o sussurro das folhas entre a canção do vento, e as árvores lhe diziam para tomar cuidado para não quebrar as promessas que foram feitas. Assim que passou pelas árvores sem dar muita importância ao que diziam e penetrou nas brumas, a primeira coisa que acontceu foi que ela perdeu a memória.

~ Como a jovem sacerdotisa sem passado ou futuro tornou-se a Rainha de tão poderoso Reino e por que não apresenta mais o misterioso colar ou os olhos lilases, é uma história que ainda não pode ser contada.

hehe, os bons tempos estão de volta! ^^

sábado, setembro 10, 2005

Greve e coisinhas felizes

Hum... O CPII tá em greve. Mas isso não significa que eu não tenha que ir pra escola de vez em quando (a Almofofa SA/E e o futebol dos meninos que o digam né, mas deixa essa parte pra lá)... A única coisa digna realmente de nota aqui é que essa p**** dessa greve vai prejudicar muito os programas boladões que eu tinha programado pras minhas férias. Janeiro prometia muito... Snif snif snif.... Ok, ok, tem que ver também o lado dos professores, de uma certa forma eles até que estão certos em ficar fazendo greve, é um direito deles afinal...
Agora vamos falar das coisinhas felizes! Weeeee \o/
Bom, pode parecer 100% clichê, mas meu namorado é a melhor coisa que poderia ter me acontecido em muito, muito tempo. Mas também nem adiantava ter conhecido ele antes, e coisa e tal, porque eu tinha que ter passado por umas barras antes, pra poder dar valor às coisas, aos sentimentos e às pessoas. É, eu tinha que crescer mesmo... Não dá pra negar. E agora que está acontecendo isso tudo, que a minha vida tá perfeita e tudo mais, nada dá errado. Estranho isso... Mas é verdade ^^
Tá, uma coisa resolveu dar meio errado, mas não tem muito a ver com o tema: meu joelho resolveu me sacanear e ta todo fodido... Espero seriamente que isso melhore amanhã. Tenho planos revolucionários para o meu condicionamento físico e preciso dos dois joelhos inteiros para concretizá-los. Bom, não vamos falar nisso agora né. Meu joelho primeiro ¬¬
Só que ninguém acessa o blog para ler as minhas reclamações sobre isso... Então eu vou parando por aqui.

Hum, e gostaria de agradecer ao Daft Punk por ter feito a música mais parfeita do mundo para o meu momento atual, a gloriosa Something About Us que eu coloquei no post anterior :)

É, ultimamente eu não tenho conseguido escrever nada que esteja verdadeiramente a altura do meu Castelo e dos meus súditos.... So sorry...

quarta-feira, setembro 07, 2005

Falta de idéias e Daft Punk

Ultimamente estou sem idéias para escrever aqui... Então estou colocando notas curtas e letras de música, só para não ficar parecendo que eu abandonei o Castelo. Está tudo dando tão certo na minha vida, estou leve e feliz, deixando o barco me levar, navegando ao sabor das ondas. Como eu já havia dito, o universo conspira a meu favor. Foi só eu parar de pentelhar a vida que tudo se acalmou.
Eu já consegui escrever pelo menos um parágrafo sobre algo feliz, e isso é bom... Foi no post anterior logo depois da música. Por falar nela, é tão fofamente in love né? E tem muito a ver como que eu estou vivendo agora, essa minha faze leve e feliz com tudo dando certo. Às vezes eu acho que certo de mais, tinha que ter alguma coisa errada... Tão certo que bate uma insegurança, como se tudo fosse acabar a qualquer momento, como se eu fosse acordar do sonho. As coisas não costumam dar certo comigo por muito tempo... Não que eu seja pessimista, mas é a realidade. Então eu tenho que aproveitar o momento, a velha fórmula de "não seja imortal, posto que é chama/ mas que seja infinito enquanto dure"...
Acho que eu devia relaxar mais. Parar de pensar nessas hipóteses toscas. Quando eu começo a pensar assim fico me achando uma ridícula imatura e infantil... Tão bizarro. A vida é fácil, as pessoas é que complicam muito.

Para aumentar o post, mais música. Dessa vez, Daft Punk. Cara, essa letra é tudo. Cada palavra, cada pedacinho da letra, é exatamente o que eu quero dizer mas não consigo. É exatamente o que eu penso e o que eu sinto mas não expresso. Bom, não consigo expressar mas gostaria que ele soubesse. Nha, só em escrever isso já estou ficando toda vermelha, que droga! Mas tá aí. Com vocês, Something about us:


It might not be the right time
I might not be the right one
But there's something about us I want to say
Cause there's something between us anyway

I might not be the right one
It might not be the right time
But there's something about us I've got to do
Some kind of secret I will share with you

I need you more than anything in my life
I want you more than anything in my life
I'll miss you more than anyone in my life
I love you more than anyone in my life
Pronto, agora já está escrito e eu não vou apagar. Mais, depois.

domingo, setembro 04, 2005

Voltando ao assunto...

Aerosmith- I don't wanna miss a thing

I could stay awake just to hear you breathing
Watch you smile while you are sleeping
While you're far away and dreaming
I could spend my life in this sweet surrender
I could stay lost in this moment forever
Every moment spent with you is a moment of treasure

Don't want to close my eyes
I don't want to fall asleep
Cause I'd miss you babe
And I don't want to miss a thing
Cause even when I dream of you
The sweetest dream will never do
I'd still miss you babe
And I don't want to miss a thing

Lying close to you feeling your heart beating
And I'm wondering what you're dreaming
Wondering if it's me you're seeing
Then I kiss your eyes
And thank god we're together
I just want to stay with you in this moment forever
Forever and ever

Don't want to close my eyes
I don't want to fall asleep
Cause I'd miss you babe
And I don't want to miss a thing
Cause even when I dream of you
The sweetest dream will never do
I'd still miss you babe
And I don't want to miss a thing

I don't want to miss one smile
I don't want to miss one kiss
I just want to be with you
Right here with you, just like this
I just want to hold you close
Feel your heart so close to mine
And just stay here in this moment
For all the rest of time

Don't want to close my eyes
I don't want to fall asleep
Cause I'd miss you babe
And I don't want to miss a thing
Cause even when I dream of you
The sweetest dream will never do
I'd still miss you babe
And I don't want to miss a thing

Don't want to close my eyes
I don't want to fall asleep
I don't want to miss a thing


Hum, e voltando ao assunto do post anterior e satisfazendo a curiosidade dos meus dois ou três leitores, todo aquele rolo deu certo sim. E eu nem precisei me agarrar a nenhum impulso, o universo simplesmente conspirou ao meu favor. Quem é sabe... Agora, se vamos ter happy endings, quem viver contará a história...

domingo, agosto 21, 2005

Falível

Às vezes não dá pra evitar. Sei lá, eu queria conseguir, mas não é isso que acontece.
Eu queria ter o dom das palavras mágicas que são perfeitas a toda hora, mas só escrevo sobre angústias e conflitos internos. Estou precisando encontrar as palavras certas que vão expressar o que eu sinto.... Não sei o que dizer, e não sei se o que eu quero dizer deve ser dito... Pelo menos não agora.

Quando chegar a hora eu me rendo a mais um impulso e falo tudo. Perdi o medo de ser feliz.

terça-feira, agosto 16, 2005

Ainda em tempo...

Espero que fique bem claro que quando eu escrevi o post anterior eu estava com febre, e portanto estava delirando. Eu não fumo nem cigarro, quanto mais outras ervas ilícitas ou o que quer que cause o mesmo efeito. Também não sou cliente do delivery de cogumelhos mágicos dos homenzinhos verdes nem freqüento a feira do pó (cenas dos próximos capítulos!). Era só um delírio febril, mesmo. Mas era tudo verdade.

Só lamento que as pessoas precisem estar num estado delirante parecido para perceber algum nexo no que eu escrevi...

no comments allowed here

domingo, agosto 14, 2005

Réquiem e renascimento

Aquele post foi só o 1º round, eu estava aquecendo os motores. Depois foi a vez da vida me acertar um duplo pelas costas que quase foi mortal. Quando eu me dei conta estava na lona e estava tudo ficando escuro. A luta terminou. 2×1. A vida me venceu, fui esmagada pela minha própria humanidade, pela vulnerabilidade do aglomerado celular que sou. Não tinha fundamento algum eu querer descontar na humanidade todo o meu ódio, toda a raiva e revolta causados por um sofrimento que se arrastava atrás de mim, me perseguindo como se acorrentado aos meus tornozelos. Havia uma certa revolta nas entrelinhas daquele texto, mas era só por causa das pessoas artificiais, vazias e superficiais que compartilham comigo o papel social de aluno da Cultura Inglesa. Fiquei revoltada por estar junto com eles, correr o risco de ser rotulada como eles, temi ser como eles inconscientemente. E para mascarar meus temores me vesti de revolta. Durante a meia hora que durou minha investida contra a vida eu fui punk, eu fui rock'n'roll, fui revolucionária. Mas minha própria vulnerabilidade ruiu meus alicerces e fui vencida. E desde então eu me arrasto entre os vencidos e os sofredores que são meus pares, entre a peste, a morte e a podridão. Hoje tentei me reerguer assumindo meus erros, estampando no meu rosto com o sangue que jorrava das feridas e depois gritar com todo o ar que me restasse nos pulmões: "Sim, eu sou frágil, não sou uma muralha de pedra forte como os alicerces da terra. Sou vulnerável e fui vencida. E é em meio a minha derrota que encontrei o sofrimento que me rodeia. Reconheço que perdi e peço auxílio."

Minha guerra começou um ano atrás, coincidindo com mais uma paixão. Era uma guerra suicida, não havia qualquer esperança de que o céu se abrisse e eu contemplasse o sol do sucesso. Mas não dei ouvidos aos alertas da minha alma e mergulhei de cabeça, de peito aberto, com a coragem das águias jovens que não conhecem o mundo: "Sou forte e supero as intempéries. Que venha o terror e o sofrimento, pois eu os derrotarei". Estava apenas iludida pela minha própria esperança. Eu era uma água jovem, sim, mas que aprendera rápido com todas as batalhas e me tornara sábia como o carvalho. Mas a centelha da esperança nunca se apagara, e plantara em minha alma o anseio de correr livre e feliz como o gamo na floresta virgem. E lá fui eu, coroada de sonhos e levada pelo vento, no difícil trajeto até a vitória que me aguardaria no topo de um castelo de cartas marcadas. E a tão almejada vitória definitiva não veio. Mas nunca me dei por vencida. Caí e me levantei seguidas vezes, até que vislumbrei a vitória em um caminho diferente, o qual trilhei sem perceber que, na manutenção da vitória, a um novo abismo certamente eu me dirigiria. E neste abismo eu caí, e após me recuperar voltei à velha batalha na qual encontrei a verdadeira perdição. Mais uma vez bloqueei meus olhos e ouvidos aos freqüentes avisos e mais uma vez me entreguei de peito aberto. Mas a luz da vitória minguava incessantemente até que finalmente se apagou. Foi extinta pelo anjo que esteve às minhas costas durante toda a busca. Mas meu corpo ferido não aceitou a realidade, não podia acreditar que tudo havia terminado de forma tão leviana, não podia ser tão simples assim.
E nessa descrença me apresentei ao inimigo para o combate final. E neste combate eu sucumbi.

Hoje eu me levantei. Auxiliada pelos que podiam, por aqueles que se esforçavam para reacender a luz ante meus olhos e por aqueles que o faziam por seu bom coração sem perceber o auxílio que prestavam, finalmente acreditei que havia terminado. Sim, acabou. De forma quieta, no silêncio de uma tarde nebulosa, num ambiente de paz e sabedoria onde já haviam sido travadas tantas batalhas e tantas outras aconteceriam, a última brasa do fogo bruxuleante se apagou. E o vento levou embora suas cinzas.
E a guerreira bárbara se foi. Vencida pela luta e com o corpo destruído por minha própria vulnerabilidade, não mais estive entre os vivos. No campo cinzento onde jazem todos os derrotados, e agora úmido por minhas próprias lágrimas vertidas ante toda a dor, uma transformação ocorreu. De lá não mais saí a torre forte que cria cegamente nas ilusões da própria esperança, mas sim a deusa renascida, a fênix, não mais crendo em sonhos, mas ditando minhas próprias regras, sabendo-me bela e poderosa. E assim, como uma aparição, mais terrena do que a ruína que me cercava, ergui a fronte em direção ao meu novo horizonte, uma nova chama fulgurando à frente. De cabeça erguida, o peito aberto agora apresentando apenas fina cicatriz. Lutarei apenas guerras certas, pois finalmente conheço as armas que tenho, e mesmo sem saber para onde o vento me levará e quais inimigos me aguardarão, sei que não me deixarei enganar ou abater. Mas se a vida, igualmente fortalecida após o último embate, também apresentar perigos inesperados que consigam vencer-me, não temerei jamais. Pois a fênix, mesmo que caia, sempre ressurge das próprias cinzas.


Get ready for action.

quarta-feira, agosto 10, 2005

É a vida... Vidinha, vidinha, vidinha...

E chega de blá-blá-blá. Cansei dessa vida.

Tô revoltadinha, neurótica, boladinha e boladona, surtada, pirada e fora de mim. Eu quero mais é que tudo de exploda. Eu quero mais é que tudo se foda. Tô cansada de amar as pessoas erradas, tô cansada de sofrer, tô cansada dos meus programas e baladas, da internet, dessas pessoinhas vulgares que ficam fazendo pose, que ficam tirando onda. Tudo que eu quero é sair por aí sem rumo, sem me importar como que as pessoas veem, como que as pessoas pensam, com o que as pessoas sentem, acham, imaginam, sem me importar com o que as pessoas são. Mandar um foda-se para os professores, para o porteiro, para o papa e o presidente. Mandar um foda-se para deus. Tô precisando sair, gritar e me libertar. Abrir as asas. "I wanna runaway/ never say goodbye/ I wanna know the truth insted of a wondering why".... Mas será mesmo que eu consigo? Duvido muito.
Tô a fim de acabar com essa vidinha quadrada e fechada que eu não tenho a chave para abrir, não tenho a senha do cofre. Quem se importa se as pessoas lerem isso aqui!? Quem se importa como que elas vão pensar se a carapuça servir? Eu é que não. Se ninguém ler, tudo bem também. Eu só quero deixar isso escrito. Minha vaidade me bloqueia. Meu orgulho me bloqueia. Como diz a Sorciére, eu sou humana de mais. Mas que meeeeeerda! Algumas vezes eu não queria ser humana, queria ser um passarinho, uma rã verde no mangue, uma pedra no caminho ou uma molécula suspensa no ar. Queria ser invisível para as pessoas passarem por mim e, não importa o que eu esteja fazendo, ninguém vai ver e ninguém vai se importar. Eu queria estar no Clube da Luta, apanhar e bater enlouquecidamente só para extravasar. "I wanted to breathe smoke" e essa é a boa. Quem vai se importar afinal? As pessoas dizem que se importam, mas todas elas são humanas de mais, limitadas de mais dentro do seu aglomerado de células e metabolismo. Eu tenho nojo das pessoas, mas eu sou só uma pessoa. Vou mandar um foda-se pra mim também. Mas eu sou só humana de mais e não consigo fazer nada disso. E eu não estou fazendo nenhum sentido. E sei que assim que eu sair da sala de informática do cursinho de inglês, chegar em casa e tomar um banho quente, isso tudo vai passar. Ou assim que a lua nova passar isso tudo acaba. No fim dá no mesmo da qualquer jeito.

quarta-feira, julho 27, 2005

Reflexões de madrugada

Sabe aqueles dias em que todo que você quer é rir descontroladamente até sua barriga doer e ficar como rosto todo vermelho? Pois é, hoje foi um dia assim.
Ok, na verdade eu estava mais a fim de tomar um porre fenomenal a ponto de não conseguir me levantar, mas como eu não posso beber, fico com as risadas mesmo.
Eu só queria esquecer. Nos breves segundos embalados pelo som do riso esquecer toda a realidade. Psrtir para uma dimensão paralela de olhos fechados com os ouvidos embalados pela doce melodia.São 5h da manhã, tá todo mundo dormindo. Até o poodle carente das minhas primas tá dormindo. As minhas amigas estão dormindo, e os namorados delas também. E os meus amigos e suas namoradas. Meus amigos e amigas solteiros também não são diferentes. Só eu não dormi ainda. E não quero ir.
Eu estava vendo tv. No meio da madrugada a maioria das estações está fora do ar, mas aquelas que ainda estão lá não passam comerciais. Não tem ninguém acordado para assistí-los. Eu tava vendo um filme. Uma dessas comédias românticas docinhas em que todos vivem felizes para sempre e não há vilões, bruxas ou madrastas malvadas. Tudo que pode dar errado foi por sua culpa. mas sempre dá tempo de voltar atrás, consertar tudo, pedir desculpas e ser absolvido, bem a tempo dos créditod finais. E das aquele beijo tão aguardado desde o início da seção, com todo mundo atrás aplaudindo e dizendo "Ei, que bom que tudo deu certo. Seja felis, estamos torcendo por você". E eles estão sendo sinceros e não tem nenhuma ex no seu encalço, ele não tem outra e não vai ficar se referindo a você aos amigos dele como "uma fase que já passou".
Como seria com acreditar em finais felizes e em que sempre dá tempo de voltar atrás e recuperar o príncipe encantado.
Mas isso não acontece na realidade. Príncipes encantados não existem.

Ai ai, eu nunca mais vi o sol nascer, e hoje de novo eu vou perder a minha parte favorita do dia...

segunda-feira, julho 25, 2005

Sonhos que nos puxam para a realidade

Nessa noite eu tive um sonho que passou o dia todo martelando na minha cabeça. Bom, não foi exatamente ao sonho todo, foi uma frase que alguém me dizia nele: "Por que você faz perguntas quando já sabe a resposta?"
Pois é, é a pura verdade. Eu passo muito tempo na minha mente, fazendo suposições, deduzinho e colocando rótulos em tudo à minha volta. E faço perguntas. Perguntas que eu já encontrei a resposta em meio a esses meus pensamentos, mas que mesmo assim eu preciso que alguém me diga, que me prove que eu estava realmente certa. Outras vezes, eu tenho que perguntar não para que alguém me confirme que eu tinha acertado e aumente ainda mais o meu ego, mas sim para que eu me convença da realidade. Como se fosse um conselho, alguém me fazendo voltar pra vida quando eu me recuso a viver. Quando eu me recuso a aceitar os fatos.
Teimosa e cabeça dura, sim eu sou. Mas o meu subconsciente é mais. Tanto que ele me deu esse toque.
Mas não foi só isso, essa frase. Foi também a forma como essa frase chegou até mim, quem me disse e quando disse. Tudo faz sentido, eu sei disso. Só não consegui encontrar exatamente a mensagem escondida por trás disso tudo... O que eu deveria fazer, ou pelo menos o que meu subconsciente acha que eu deveria fazer. Ou sei lá o que é que faz as pessonhas sonharem. Mensagens dos deuses, de entidades espirituais, lembranças de vidas passadas, vivências da alma fora do corpo, imagens perdidas entre as sinapses que estão se organizando, premonições, whatever. Não importa o que o sonho seja de fato, mas sim o que ele quiz dizer. Eu gostaria de sonhar mais, ou melhor, de me lembrar dos meus sonhos com mais freqüência.
Voltando ao sonho que eu tive... Hum, bem... Nada de mais... Só acho que eu deveria parar de perguntar as coisas quando eu já sei a resposta...

[Jill de Copas]

domingo, julho 24, 2005

Ao fantasma que vive no alto da torre mais escura

Tu és um fantasma negro,
uma alma penada a me assombrar.
Roubando as noites, os sonhos,
tolos amores e a doce ilusão.
Peço que alguém te exorcize,
ou a minha vida tire também:
Separar-nos por toda a eternidade,
ou unir-nos para sempre, enfim.

~Dorothy
(é, fui eu mesma que fiz... cuidado com a concorrência desleal!)

quarta-feira, julho 20, 2005

Homenagem do Dia do Amigo

tentei várias vezes escrever uma homenagem aos meus amigos muy amados, mas mais uma vez não consegui gostar do que surgiu. Então a grande Juliana disse tudo:

"Tenho amigos de todos os tipos...tenho amigos que se acham malucos e na verdade são as pessoas mais tranquilas do mundo...e ao mesmo tempo tranquilos que são loucos sem saber. Tenho amigos stressados, tenho amigos engraçados...tenho amigos difíceis. Tenho amigos que escuto por horas seguidas...tenho amigos com quem falo por horas seguidas. Amigos com quem dou gargalhas até a barriga doer. Amigos que entendem apenas um sorriso...ou até um olhar.Tenho amigos complicados, e tenho amigos que me acham complicada. Tenho amigos de longe, tenho amigos de perto.Tenho amigos palhaços....amigos atores...amigos cantores...amigos surpresa.. Tenho grandes amigos. Só grandes. Nenhum deles se adequa a palavra "pequeno"..amizade é algo GRANDE demais pra caber numa palavrinha que significa pouco.Tenho amigos pentelhos...sou pentelha à alguns deles...Tenho amigos com quem brigo e com que discordo, mas amigos que acima de tudo tenho respeito.
*** E é com orgulho que pertinho desse dia do amigo eu posso dizer que tenho grandes amigos que espero levar pra uma vida inteira, e que amo muito, e tenho a sorte de ser amada de volta!!"
Esse testo está no blog dela, o http://www.flogao.com.br/xujuba. Tudo que ela disse aí tá mais do que certo, e eu assino embaixo.
Meus amigos sabem que podem contar comigo pra tudo e em qualquer hora. É só dar um gritinho ou até mesmo ligar no meio da madrugada (já passei o tel novo pra geral). Quem fortalece sabe que mora no meu coração, meus amigos são meus irmãos, as amizades juntas formam uma grande família que resiste até às piores tempestades e desastres.
Amigos de ontem e hoje, os verdadeiros sabem que nunca serão esquecidos. Também não vou citar nomes, não precisa.

quarta-feira, julho 13, 2005

Hey, eu sou uma criança feliz! :)

Hehe, e calma que eu explico!
(Uma pausa para uma tempestade de idéias sobre a vida real e as minhas férias)

Antes de ontem eu estava em casa de noite, prontinha para começar a minha primeira seção de dvd de madrugada quando subitamente pensei num cara (não vou contar a históóória toda de novo, não precisa), "o que ele estará fazendo agora? Nhá, quem se importa? Deixa ele lá!". Uhu, amei presenciar esse diálogo mental. O filme do dia teve que seu um daqueles 'menininha': O Diário da Princesa. É, pois é, eu tenho esse dvd aqui em casa. E sempre que eu vejo o filme fico com vontade de ler o livro de novo também. E foi isso que eu fiz, assim que o filme acabou. Mas só que dessa vez eu fui do fim do primeiro volume direto para a parte em que o Michael se declara pra Mia, no final do terceiro volume. Eu tinha que presenciar algum felizes para sempre, mesmo que totalmente na ficção, e mesmo sabendo que a história deles não acabava ali.
E eu voltei a fazer as pazes com o açúcar, ou melhor, com a falta dele. Andei vacilando ultimamente...
Enquanto eu tava lendo o Diário, peguei uma caixa de bombom Garoto que estava em cima da geladeira e levei pro quarto. Pijama, edredom de nivenzinha (os ursinhos amarelos sumiram já tem um tempo), livro fofo e chocolate. Tudo isso nas férias. O que mais eu podia querer? E no final de um dia 100% feliz que eu passei na totalmente excelente companhia de mim mesma. Eu me amo! E eu adoooro ficar comigo! (Hehe, o bom de se amar, é que você sempre é correspondido e nunca tem rivais!)
Mais umas coisinhas para aumentar o meu lado criança feliz: encontrei a calça risca-de-giz onde eu achei que tinha (eles só não tem do meu tamanho, mas isso é uma questão de tempo), finalmente troquei o cadaço do meu All Star laranja (agora é uma fira de cetim coral) , do meu All Star de cano alto (fita de cetim azul claro) e desenhei no All Star rosa-bebê (ok, agora ele ficou totalmente super fofo, ainda mais do que antes, talvez eu devesse ter posto uns palavrões e umas caveirinhas, mas nada que eu fizer vai fazer o tênis deixar de ser rosa-bebê, é a natureza dele), encontrei a minha mochila da Cantão azul de bolinhas brancas que estava perdida no meu armário desde que foi cruelmente trocada por uma da Jamf (a marca dos inimigos) no ano passado, e descobri que a Philippe Martin está com 50% de desconto na liquidação. Uhuuuuuu mesmo!
Junto com isso tudo, uma das coisas que também contribuiu para chamar de volta o meu espírito selvagem foi a tal caixa de bombons que eu peguei em cima da geladeira. Primeiro eu comi um Mundi Musse, que me fez lembrar de que eu tinha uma verdadeira compulsão por musse de chocolate quando era pequena, e depois um Alô Doçura seguido por um Opereta. Esses dois eram os meus favoritos, até que foram inexplicavelmente trocados por uma montanha de Serenata de Amor. Eles continuam como mesmo gosto, tudo igualzinho. E naquela época eu era feliz sem me importar com o que as pessoas diziam ou achavam, e eu sabia que era lindinha apesar de tudo.
Hehe, mas agora o grande lance é chocolate meio-amargo. E nada de açúcar. Por que as pessoas deveriam ter o direito de achar isso estranho? Os dois bombons ali em cima continuam iguais, apesar das alterações na embalagem, então eu não deveria ter continuado a mesma por dentro, apesar das alterações na apresentação? Digo, o tempo passa, mas você sempre continua sendo você mesmo.
Só falta amanhã ter comida china pro almoço e brigadeiro de tarde. Vou estar no paraíso.
Ah, e para acabar bem a noite de hoje: agora vou tirar o capítulo de créditos do O Senhor dos Anéis- A sociedade do Anel do 'repeat' (a Enya cantando May it be ficou bem legal e a trilha sonora toda é perfeita, mas depois de uma meia hora repetindo, a voz dela dá nos mervos de qualquer um) e partir direto pra parte em que o Aragorn e a Arwen de beijam no jardim de Rivendell (ainda vou descobrir porque quando fizeram a tradução colocaram um nome tão tosco num dos lugares mais maneiros da saga) na véspera de ele partir para a longa jornada de treze meses rumo a perigos mortais e glórias inesquecíveis que todo mundo conhece (é a cena em que ela dá o colar pra ele, todo mundo viu!). Aaaaah, eu amo essa trilogia!!! É tudo perfeito de mais! Hehe, mas eu não dispenso a pré-estréia de Sin City daqui a umas semanas pra ficar debatendo o filme não... É bom variar de vez em quando!
Mais depois. Fui...

domingo, julho 10, 2005

Uma Viagem pela Estrada de Tijolos Amarelos - 5º dia

O dia hoje amanheceu nublado, talvez caia uma chuvinha. Todos estão felizes e contentes com a nossa viagem, mas acho que a Dorothy vai demorar um pouco pra superar o lance do Jonny... Ela gostava mesmo dele, apesar de ninguém ainda ter descoberto por que ela sumiu.
Estávamos com uma velocidade interessante, quando ao virarmos uma esquina demos de cara com um grupo de punks dançando numa planície. Eu tenho medo de punks, eles são muito doidos, até mesmo para alguém como eu. Mas eles são súditos, moram no Reino e pagam os impostos em dia, então eu tento conviver.
Ainda mais estranho do que um grupo de punks na rua durante o dia, foi o que eles estavam fazendo. Estavam numa roda, todos de mãozinhas dadas, dançando pra lá e pra cá em volta de uma fogueira. É, punks em volta de uma foqueira. Numa roda de mãozinhas dadas.
Se algo puder ser ainda mais estranho do que isso, certamente a múcida que eles estavam cantando será:

I Wanna Be Sedated (Ramones)

Twenty-twenty-twenty-four hours to go
I wanna be sedated
Nothing to do, nowhere to go, oh
I wanna be sedated
Just get me to the airport, put me on a plane
Hurry hurry hurry, before I go insane
I can't control my fingers, I can't control my brain
Oh no oh oh oh oh

Just put me in a wheelchair, get me on a plane
Hurry hurry hurry, before I go insane
I can't control my fingers, I can't control my brain
Oh no oh oh oh oh

Just put me in a wheelchair, get me to the show
Hurry hurry hurry, before I go loco
I can't control my fingers, I can't control my toes
Oh no oh oh oh oh

Just put me in a wheelchair, get me to the show
Hurry hurry hurry, before I go loco
I can't control my fingers, I can't control my toes
Oh no oh oh oh oh

Ba-ba-baba, baba-ba-baba, I wanna be sedated
É, pois é. Punks em volta da fogueira cantando I wanna be sedated praticamente em ritmo de bossa nova. Um luau e um violão cairiam muito melhor na cena. Muito estranho, algo tinha que estar errado. E estava.
Perto dali, sob umas árvores, estava um grupo de pessoinhas muito estranhas que me lembravam alguma coisa. Logo consegui sacar quem eram: os mesmos duendes verdes que tinham levado o Lennon. A Dorothy, assim que os viu também, saiu correndo atrás deles que nem uma louca, mas eles conseguiram sumir antes que ela chegasse, não sem deixar para trás uma nuvam de fumaça colorida, cheiro de incenso e umas borboletas esvoaçantes. Ainda vou ter problemas com esses caras.
Assim que a Dorothy conseguiu se alcalmar um pouco, e os punks continuavam na sua rodinha (só faltava começarem a cantar "All you need is love/Tchu tchu ru ru ru/All you need is looooove/ Tchu tchu ru ru ru/ Love is all you need", mas tudo bem por enquanto), ela começou a me explicar quem eram esses punks. Ela os conhecera há um tempinho atrás, logo após abandonar os pais e o namorado (hum, tô achando que foi pra ficar com eles que ela partiu... vou tentar confirmar), e eles acreditavam que os integrantes dos Ramones eram aliens que iriam levá-los até o seu planeta distante, onde os deuses da guitarra andam entre o povo e os dinossauros do rock estão mais do que vivos. Tááááááá né... E depois eu achava que já tinha visto de tudo nessa vida. Que os integrantes de Led Zepplin e o Elvis não eram desse planeta nunca foi muito difícil de acretitar... Mas os caras do Ramones? Francamente! Ok, tudo é possível... E se tratando daqueles duendes verdes, eu acredito em qualquer coisa.
Achamos melhor não nos envolver nessa doideira e contiuamos a nossa viagem.
Ah, e a chuvinha não caiu.
~Rainha de Copas

quinta-feira, julho 07, 2005

Mais anjos: a Aurora e o Crepúsculo

Weeeeee! Finalmente eu entrei de férias! Tut-tut-tut-tut (dancinha tosca pra comemorar)...
E as provas? Po, mandei bem né... Não pude negar as minhas origens como nerd e cabeçuda (9,5 em química!!).

Hehe, uma breve pausa para um comentário da Jill, mas já você não está aqui para ler sobre isso, lá vai.


Aurora era um anjo do dia. Todas as manhãs descia dos salões do paraíso e ia até a morada do sol acordá-lo para que mais uma vez percorresse sua jornada através da terra. Fizera isso por toda a eternidade e era feliz com a perspectiva de fazê-lo para todo o sempre.
Quando o sol saía para o mundo, alegre por ter sido despertado por tão amável criatura, que trazia consigo a luz da face dos deuses, a Aurora o acompanhava. Não para observar a terra, mas sim para deleitar-se com o calor do seu dourado amigo. E ficavam juntos por todo o dia, até que se aproximavam mais uma vez da morada do sol e este ia descansar. Enquanto não chegasse mais uma vez a hora de acordar o grande astro, Aurora subia mais uma vez ao Paraíso e passava as longas horas da noite aos pés dos deuses, juntamente com todos os outros anjos do dia.
Mas uma coisa ela não sabia. Ao se despedir do sol, outro anjo vinha fazer companhia ao astro. Um anjo da noite, e seu nome era Crepúsculo. Ele fazia com que o sol terminasse sua jornada e se recolhesse para recobrar forças. Ficavam juntos por toda a noite, mas o sol não gostava dele, pois privava-o da agradável companhia da Aurora e dos seus amados passeios pela terra. Mas assim sempre foi e sempre seria, então o sol se conformava e aceitava seu destino. Quando o sol já havia recobrado suas forças e se aproximava da hora de sair mais uma vez de sua morada, o Crepúsculo subia mais uma vez aos céus e deixava-o à espera da Aurora.
Enquanto os alegres e brilhantes anjos do dia cumpriam seus deveres na terra, os ainda brilhantes mas não tão alegres anjos da noite recobrarvam as forças e se reuniam junto aos deuses. Depois, quando os anjos da noite saiam para cumprir suas tarefas, era a vez dos anjos do dia se reunirem aos pés dos deuses. Assim sempre foi e assim sempre seria.
Todos os anjos do dia conheciam seus opostos noturnos, e vice-versa. Todos, menos dois. O Crepúsculo e a Aurora nunca haviam se encontrado. Nem na morada do sol nem nos amplos salões do paraíso. Nunca. E passariam toda a eternidade assim se os anjos das nuvens não tivessem tido a idéia de apresentar esses anjos solitários um ao outro.
No dia combinado, grossas nuvens de tempostade se aglomeraram na entrada da casa do sol, impedindo que o Crepúsculo percebesse o fim da noite e a aproximação ha hora da chegada da Aurora. Quando esta desceu para visitar seu grande amigo dourado, não conseguiu encontrar a entrada da morada e na tentativa acabou batendo a cabeça e desmaiando.
O sol ficou alarmado com a demora da sua tão estimada amiga e resolveu pedir ajuda às nuvens próximas para mostrarem-lhe o caminho, já que Aurora não estava lá e ele não podia deixar de passar pela terra naquele dia. Apesar de sempre ter feito o mesmo caminho, o sol nunca decorara o trajeto, já que era a Aurora que lhe indicava a direção a ser tomada. E assim o sol partiu escoltado por uma grossa camada de nuvens cinzentas, enquanto algumas nuvens ficaram na porta da casa sob o pretexto de avisarem à Aurora, quando esta chegasse, que o sol não pudera esperar-lhe naquele dia e sentia muito. As nuvens, por sua vez, convenceram o Crepúsculo a ficar mais um tempo na morada do sol, e explicar melhor toda a situação para o anjo do dia quando esta chegasse, se é que chegaria mesmo.
Mas o Crepúsculo acabou cansando de ficar ali e resolveu voltar para os salões do paraíso. Só que, assim que ele saiu da morada do sol, as nuvens se afastaram e ele acabou avistando, ali caída junto à entrada, um belo anjo dourado, tão dourado quanto ele próprio, mas que pelo brilho e pela aura de alegria que emanava só poderia seu um dos anjos do dia.
Ele não poderia deixá-la ali fora, correndo o risco de se molhar na chuva forte que certamente cairia. E assim ele tomou o belo anjo nos braços e a trouxe para dentro, para deitá-la na grande e macia cama do sol. Como ela era quente! E ele, tão gelado. Com o choque das temperaturas, quase que ele a soltou, mas sentiu que não seria capaz de se separar dela. Por serem tão iguelmente belos e dourados, pensou o Crepúsculo, ela só poderia ser o seu oposto. E então ele se deu conta de que finalmente o havia encontrado, o anjo que correspondia às suas funções e que ele sempre havia desejado encontrar.
O tempo passava, os longos minutos se sobrepunham, e nada da bela Aurora despertar. O Crepúsculo foi ficando cada vez mais preocupado. Não poderia perder o seu par, agora que haviam finalmente se encontrado. Mas ela não acordava, e num sono agitado gemia e parecia febril. O mundo não poderia perder um anjo com uma função tão importante, e ele não poderia conviver com a culpa de ter deixado que ela morresse. Numa atitude desesperada, ergueu-a da cama e a abraçou. Abraçou forte, como nunca antes havia abraçado ninguém. Mas receava não poder ajudá-la, sendo assim tão frio e ela tão quente. Continuou junto a ela por mais algum tempo, minutos que pareceram horas, até que sentiu quel o anjo havia despertado: agora, não era mais ele que abraçava a figura dourada e inerte, eram ambos os anjos que estavam se abraçando.
Ele quis se soltar, não poderia mais continuar junto a um anjo tão quente, ela acabaria se esfriando também. Mas, ao perceber a tentativa do anjo de soltá-la, Aurora disse que não, não deviam se separar por mais que ele insistisse. Ela continuava abraçando-o, dizendo que ele estava muito gelado e precisava se aquecer um pouco, que ela tinha calor suficiente para os dois, e ele não parava de tentar se soltar. Mas se ele era forte, ela também era, e o Crepúsculo acabou cededo. Continuaram juntos por mais tempo, longos minutos que pareceram eras, até que o Crepúsculo não mais era um anjo gelado, e a Aurora deixou de ser um anjo tão quente. Ambos tinham a mesma temperatura, agora muito agradável: nem quente, nem fria.
Quando finalmente se deram conta de que tinham finalmente a mesma temperatura, se soltavam do abraço e se olharam pela primeira vez. Sim, eram realmente o último par de anjos opostos que faltava ser reunido.
O dia já estava quase chegando ao fim quando Aurora se deu conta de que havia deixado o sol seguir sozinho, mas o Crepúsculo tranqüilizou-a, dizendo que nesse dia as nuvens de chuva haviam se encarregado de acompanhar o sol. E ela ficou feliz em poder passar o resto do diz ali com o Crepúsculo. Sentia que nunca mais poderia se separar dele.
E assim o sol retornou para sua morada, feliz por ter finalmente aprendico o cainho, que afinal mostrou-se ser muito simples, e mais feliz ainda por sua amiga dourada estar a salvo e bem. Não ficou muito satisfeito com a notícia de que sua tão querida Aurota nunca mais separaria do Crepúsculo, mas não pensou duas vezes antes de aceitar que, apartir de agora, eles viessem juntos duas vezes por dia, tanto na hora em que o sol sai para sua jornada sobre a terra, quanto na hora em que o sol retorna ao seu lar.
Os deuses também aprovaram a decisão deles, mesmo sabendo que assim todos os anjos do dia iriam se misturar aos da noite, e todos os pares de opostos também ficariam juntos, como afinal tinha que ser.
E a partir dessa data, a hora do nascer e do pô do sol passou a ser a hora mais morna do dia, nem tão quente como sob o brilho do sol e nem tão fria quanto sob a luz da lua. E ninguém ousou discutir a mais nova máxima criada, sob o título de 'moral da hisória': os opostos se atraem.

~Eirianel

quarta-feira, julho 06, 2005

Desenho lindo e feliz de uma amiga que eu gosto muito e sinto mta saudade



Peguei esse desenho no flog dela. Tem link ali do lado, ou você pode acessar clicando diretamente aqui.

~Jill de Copas

quarta-feira, junho 29, 2005

Plantão de notícias- vol 1

Ok Jill... Valeu pela introdução e pela parte que me toca. Mas vamos para a parte que interessa: a vida anônima das personalidades. Isso é o que eu consegui reunir por enquanto, já que eu fui notificada recentemente que alguém resolveu colocar alguma ordem nessa anarquia toda que estava instalada no meu Castelo. Pois é, que governante podre que eu sou... Tenho que reconhecer (shame!)... Mas não o tempo todo!!Antes tarde do que nunca, aqui estou eu com as últimas notícias (ou com os útimos babados, se preferir).
Com a chegada das personalidades alternantes, alguns dos quartos do Castelo finalmente foram ocupados definitivamente. Poxa vida, o Castelo já estava ficando com cara de hotel, com os aposentos sendo ocupados apenas de tempos em tempos (mesmo aqueles que já tinham dono). Agora, a Alice, a Dorothy, a Eirianel e a própria Jill (é, nem essa ficava muito tempo por aqui) já têm seus próprios aposentos e vão ficar definitivamente.Já vou avisando umas coisinhas: não quero festinhas privês feitas sem autorização que me excluam da lista vip, não quero toalhas molhadas deixadas em cima da cama, não quero guerra de comida no salão de banquetes, e o mais importante, espero que vocês compreendam que o serviço de tv à cabo ainda não abrange a totalidade dos Reinos imaginários, então nada de televisão por enquanto. Tirando esses detalhezinhos, podem ficar totalmente à vontade. Podem nadar nas banheiras, podem dormir tarde, podem pular na cama, podem correr pelos corredores, e podem escorregar pelo corrimão das escadas. Divirtam-se!
Bom, nos primeiros dias tudo foi bem normal, e as festinhas privês que a Dorothy organiza são realmente muito boas. Além de ser uma ótima promoter, ela me emprestar algumas das roupas que ela têm no guarda-roupa perfeito dela! Mas começaram a aparecer alguns pequenos barracos, como por exemplo a Alice insistindo em dormir com a luz acesa por causa do seu medo do escuro (e também medo de que aquele gato listrado vá aparecer no meio das sombras enquanto ela dorme), e a Eirianel reclamando que a luz chega até os aposentos dela, na ala em frente, e que supostamente perturba as longas horas que ela passa contemplando a noite e refletindo sobre a condição humana (tudo sempre muuuito profundo).A Jill de Copas ultimamente andou numa depressão muito profunda, causada invariavelmente por homem. É aquele velho lance com o rolo mal resolvido dela, que ainda está rendendo desde mais ou menos setembro do ano passado. A salvação foi aquela boa e velha tpm sinistra quel ela tem, que dentre outros efeitos bizarros faz ela voltar à lucidez, e neste caso fez ela perceber que estava perdendo seu tempo nutrindo um sentimento tão bacana por um cara que não merece, ou pelo menos nos faz pensar que não merece, ou mesmo se merecer (ok, talvez lá no fundo todo mundo mereça ser amado algum dia), que não vai dar certo da maneira que deveria acontecer. Bom, da depressão ela conseguiu se livrar. Agora, deixar de gostar do cara vai ser bem mais complicado, especialmente porque agora perece que tem cois cupidos ajudando esse casal a se entender... Vai ser mesmo bom que eles se entendam, porque eu nunca vou conseguir entender aqueles dois. Tudo bem, talvez eu entenda a Jill, afinal eu sou parte dela, mas daquele cara eu já desisti. Quando ele foi feito, esqueceram de anexar o menual de instruções. Ele consegue vencer todo o poder de análise de qualquer uma das personalidades presentes no Reino. Até mesmo os visitantes externos que já tiverma contato com essa novela mexicana da vida real (porque é isso mesmo que essa história é, e não adianta tentar negar) não conseguiram chegar a qualquer conclusão. Por enquanto, parece que eles estão assim: ela gosta pacas dele e ele está balançado por ela desde os primórdios, ele não toma nenhuma iniciativa por alguma razão ainda desconhecida (talvez ele seja um garoto tímido por trás de toda aquela marra) e ela não faz nada porque tem praticamente certeza de que não vai dar certo e então não vale a pena todo o esforço. Mas deixa isso pra lá. Com os cupidos em cima desses dois, talvez esse rolo finalmente se desenrole. Definitivamente não é problema meu.

Bom, agora eu vou ficando por aqui enquanto procuro no meio dessa zona mental onde foi que eu guardei o relato do outros dias daquela viagem que todos nós fizemos pela Estrada de Tijolos Amarelos. Que tal os quatro que eu já postei?

~Rainha de Copas

domingo, junho 26, 2005

Uma Viagem pela Estrada de Tijolos Amarelos - 4º dia

Na manhã seguinte, a Dorothy apareceu logo após o café da manhã. E ela vinha sentada sobre o tapete em que o hippie estava tocando violão. Na verdade, esse era um tapete voador que ele tinha faturado numa viagem ao Oriente Médio na época da virada do milênio. Lá ele tinha conhecido um árabe muito doido que acreditava que o fim estava próximo e que na hora do julgamento Elvis desceria à terra para levá-lo ao paraíso, só que o riponga tinha dito pro cara que Elvis não tinha morrido. O árabe então, tendo seu sonho destruído ("É, brohter, o sonho acabou"), se desiludiu com a vida e virou homem-bomba. Só que a Dory estava sozinha, e acabou revelando que na noite anterior uns caras baixinhos muito estranhos tinham aparecido e levado o hiponga, que parecia alegre e satisfeito, e estava até cantando uma musiquinha engraçada ("Eu vi dueeeeeendes, ha ha ha ha ha ha haaaaaaa, duendes são nossos amigos, duendes não fumam cigarros, eu vi dueeeeeendes...."). O cara tinha ido tão desligado que deixou o tapete em cima da pedra. _ Ai, agora tô achando que vou sentir saudade do Jonny...

_ Qual era o nome dele!?

_ Ah, era John. Mas todo mundo conhecia ele pelo sobrenome, Lennon.

_ Eu sabia que conhecia aquela história de destruição de sonhos de algum lugar!
Pois é, acabamos descobrindo qual foi o real fim do integrante mais psicodélico da maior (e que também foi a primeira) boyband do mundo. Ele não se suicidou, nem foi assassinado
pela suposta esposa. Ele foi levado numa madrugada pelos duendes que entregam cogumelos mágicos em casa.
Mais tarde, nesse mesmo dia, acabamos avistando ao longe uma fumaça escura. Ao chegarmos mais perto, avistamos algumas colinas pegando fogo, ao som de uma banda de rock:
"This is not a test

Of the emergency broadcast system

When Malibu fires and radio towers

Conspire to dance again

And I cannot believe the media Mecca

They're only trying to peddle reality

catch it on prime time, story at nine

The whole world is goin' insane


When the hills of Los Angeles are burnin'

Palm trees are candles in the murder wind

So many lives on the breeze

Even the stars are ill at ease

And Los Angeles is burnin'"

(trecho de Los Angeles is Burnin', do Bad Religion)


Ninguém podia fazer nada, a não ser aguardar a chegada dos bombeiros. Sim, o Reino tem uma companhia de combate a incêndios. E não é só porque eu me preocupo com a segurança da população. É também porque são necessários bombeiros para se criar um Calendário de Fotos de Bombeiros todos os anos. E também policiais, marinheiros, soldados, salva-vidas...

Enquanto estavam todos aguardando os bombeiros, a banda continuava tocando. E nós seguíamos a nossa viagem. Assim que saímos do alcance dos ouvidos das pessoas que se aglomeravam para ver o desastre (com uma curiosidade mórbida tão grande que eles nem mesmo de deram conta de que era a própria Rainha passando ao lado deles), alguém disse uma frase que se tornaria célebre entre os anti-americanistas:

_ When the hill of Los Angeles are burnin', eu tô do lado assando marshmallow. Por que eu devia me preocupar?

O resto do dia correu sem mais fatos notáveis.

*CONTINUA

sábado, junho 25, 2005

Uma Viagem pela Estrada de Tijolos Amarelos - 3º dia

No terceiro dia, todos nós acordamos alegres e bem dispostos, e rapidinho nos pusemos a viajar de novo. Não demorou muito tempo, encontramos um hippie na beira da estrada, sentado num tapete em cima de uma pedra e tocando violão. Paramos para ouvir o cara tocar uma música que acabou nos chamando a atenção:

Dezessete anos e fugiu de casa
Às sete horas na manhã do dia errado
Levou na bolsa umas mentiras pra contar
Deixou pra trás os pais e o namorado
Um passo sem pensar
Um outro dia, um outro lugar.
Pelo caminho garrafas e cigarros
Sem amanhã por diversão roubava carros
Era Ana Paula agora é Natasha
Usa salto quinze e saia de borracha

Um passo sem pensar
Um outro dia, um outro lugar.
O mundo vai acabar
Ela só quer dançar
O mundo vai acabar
Ela só quer dançar, dançar, dançar.
Pneus de carros cantam
Thuru, Thuru, Thuru, Thuru

Tem sete vidas
Mas ninguém sabe de nada
Carteira falsa com idade adulterada
O vento sopra enquanto ela corre
Desaparece antes que alguém acorde
Um passo sem pensar
Um outro dia, um outro lugar.
Cabelo verde, tatuagem no pescoço.
Um rosto novo, um corpo feito pro pecado.
A vida é bela, o paraíso um comprimido
Qualquer barato ilegal ou proibido
(Capital Inicial- Natasha)
Essa história se parecia muito com a de alguém que nós conhecíamos muito bem, e não era uma menina de 17 anos chamada Ana Paula. Era a Dorothy. Louca do jeito que ela é, só mesmo tendo uma história de vida assim. E rapidamente perguntei ao hiponga se a música era inspirada em alguém real ou apenas o fruto de alguma viagem que ele tenha feito de mãos dadas com algum duende a base de cogumelos mágicos. A resposta foi surpreendente: ele era o namorado que a tal menina abandonou quando resolveu cair na vida, mas ela não se chamava Ana Paula, e ele não tinha prova alguma de que ela havia trocado seu nome para Natasha, passado a usar salto quinze ou saia de borracha, pois ele nunca mais havia tido qualquer notícia sobre ela. Quando indagado sobre o motivo para ele ter trocado o nome original da menina, a resposta foi apaixonada: ela devia ter tido bons motivos para partir, mas que não podia revelar. Um nobre mancebo ainda apaixonado depois de tantos anos pela mesma garota hoje em dia é de espantar até mesmo uma rainha como eu. Nessa hora, percebi que a Dorothy estava um tanto quanto nervosa e inquieta, se escondendo no meio do mulão que nos acompanhava. Percebi na hora toda a verdade, e era uma situação tensa.
Sem querer o cara havia encontrado sua Dorothy perdida há tantos anos. E como ninguém estava a fim de ficar segurando vela, continuamos viajando pela Estrada de Tijolos Amarelos até a hora do almoço, quando resolvemos parar para esperar a Dory nos alcançar.
Esperamos o resto do dia e ela não apareceu. Resolvemos acampar ali mesmo, e todos dormimos um sono leve e sem sonhos, perturbado insistentemente por qualquer barulho da natureza que pudesse ser a Dorothy chegando. De madrugada, fui acordada por umas pessoinhas estranhas que queriam uma informação: procuravam um hippie sentado num tapete em cima de uma pedra que tinha reencontrado uma namorada antiga, e encomentou uma remessa especial de cogumelhso mágicos para comemorar o acontecido. Alguma coisa me dizia que esses carinhas eram os tais duendes que iam de mãos dadas com o hiponga, mas eu estava com tanto sono que acabei achando que não eram não, e voltei a dormir.


*CONTINUA

sexta-feira, junho 24, 2005

Guia de Leitura, ou Guia do Mochileiro do Reino de Copas- uma nota de tradução

Gente, o Castelo de Copas está cada vez mais doido. Eu reconheço... Mas tá ficando bacana, né?
É por causa desse surto todo que eu estou aqui, com uma nota de tradução... Então, como dizia o Jack, vamos por partes:

1º ~ Que história é essa de múltiplas personalidades alternantes??

Calma, eu explico. Começou com aquele post sobre a fuga da realidade, e depois com aquela viagem pela Estrada de Tijolos Amarelos. Foi aí que eu resolvi assumir de vez as personalidades, nessa época tendo apenas a Rainha de Copas, a Alice (do País das Maravilhas) e a Dorothy (do Mágico de Oz). Com a minha última fossa cavalgante, resolvi expor ao mundo a personalidade original, a mente doentia que deu origem a todo esse mundo mitológico (e que por acaso está escrevendo tudo isso agora), a Jill de Copas (sim, sim, eu!).
E agora, lhes apresento a minha última personalidade, Eirianel, que como deve ter dado para perceber, é a minha versão dark eapocalíptica, que será quem vai assinar os textos com as histórias profundas, com um quê de literatura gótica.

2º ~ Uma personalidade vai assinar os textos? Como assim?

Ah, não tinha dito que os textos serão atribuídos à personalidade que tenha mais a ver.
Bom, já disse ali em cima que a Eirianel vai ficar com a profundidade filosófico-insana da vida. A Alice vai ficar com os textos mais menininhas, afinal ela ainda é uma menina que não quer ter obrigações (praticamente uma versão loura do Peter Pan). A Dorothy vai ficar com os grandes surtos, afinal ela conseguiu entrar e sair do Reino de Oz, usa aqueles sapatinhos vermelhos totalmente estilo e tem todo aquele lance dos amigos bizarros. Ok, ela pode ficar com os textos onde eu for falar dos meus amigos também (se algum deles puder ser classificado como normal, que atire a primeira pedra!). A Rainha fica com os textos que trazem um pouco de seriedade para essa alucinação toda, mas sem perder a viagem, claro. Ela vai falar também do cotidiano, o big brother da nobreza e da vida de todas as personalidades no backstage. Afinal, alguém tinha que colocar um pouco de ordem na casa (ou no Castelo, se preferir), e ninguém melhor do que a própria governante do Reino para fazê-lo.

3º ~ E a Jill de Copas? Não vai ficar com texto nenhum?

Nossa, já estava esquecendo! Então, por último mas não menos importante, tem a Jill, eu. Vou ficar com a autoria dos textos que falem da vida fora do Reino de Copas, no mundo real (esse lance de realidade/ mundo real já rendeu um post antes), e com os posts que não tiverem nenhuma personalidade para reinvindicar sua autoria.

Bom, é isso aí. Espero ter trazido um pouco de clareza a essa confusão toda, e que você passe a gostar cada vez mais dos meus textos e dos meus delírios.

AGUARDEM: os próximos dias da viagem pela Estrada de Tijolos Amarelos e a puxação de saco mais linda que eu já fiz.

segunda-feira, junho 20, 2005

Delírios apocalípticos sinistros

~Eirianel~

Um anjo. Sim um anjo. A humanindade não pode conter o poder da essência. Chegou a hora da revelação. As asas de gelo se abriram à luz da lua, brilhando mais do que o sol. Voando sobre terras e mares nas estradas da imaginação, ouvindo o rouxinol cantar sua canção de despedida na chegada do inverno. O livro das revelações para aqueles que conhecem a verdade, apenas fábulas para os que estão de passagem. Vaidade e fama não pagam o preço de sangue e lágrimas derramados pela arte. Um vulto nas sombras fugindo da luz, ocultando de todos o seu lugar ao sol. Horas de solidão esquecidas entre as palavras, e um coração gelado fugindo do sol.
Ainda não é tarde de mais para libertar a mente, mas a tristeza é o preço da vida consciente. Saber a intenção por trás do ato, conhecer o pensamente por trás da palavra, sofrer diante da cegueira da ignorância. Fique longe das mentes pequenas que não trazem benefício para a curta estadia do homem sobre a terra, cada segundo é precioso de mais para ser gasto com banalidades. Procurar pelo amor nas curvas do caminho e se deparar com falsas impressões e sentimentos equivocas fasem parte do treinamento do coração, nenhuma dor imposta é forte de mais para ser suportada. Sem prejudicar ninguém, faça o que quiser, se prejudicar, faça o que é preciso. Não desperdice seus atos, nem espere passar a dor da queda para se levantar e seguir o caminho. As lágrimas nos fazem ver a luz de uma nova forma.
Nos reunimos nos montes e nos bosques para saudar a grande mãe natureza. Estaremos juntos na hora do julgamento, nos reunindo após o toque da primeira trombeta. Assistiremos a chegada de cada cavaleiro do alto do templo da terra, impotentes diante da força da mãe e estáticos ante o sofrimento do homem comum. Não nos aflige a dor daquele que se recusou a encontrar a luz e preferiu o conforto da penumbra, sem nem mesmo escolher a profundidade das trevas.
É chegada a hora de escolher um caminho, que levará a muitas trilhas e encruzilhadas. Não tema os atalhos se não pederes de vista a direção tomada. Cada um trilha seu próprio caminho, alheio as promessas de mundos dourados e maravilhas luxuriantes. Só você conhece o caminho para a sua própria verdade.
Castelos ruem ante a falta de alicerces, e o reinado da consciência não se mantém ante o entorpecimento da lucidez. Rainhas dormem um sono embalsamado, aguardando a passagem das eras e a hora do retorno triunfal no mundo novo.
Liberte sua mente e venha comigo. Você não se arrependerá.

Sobrevivi

Pois é.... Nada como o tempo, o sábio tempo, de efeito analgésico e cicatrizante.
Consegui acordar pra realidade bem a tempo.
Mais detalhes depois, mas tem que ficar registrado que toda aquela fossa passou, e eu estou 100% recuperada. Eu não gosto mais dele, não que não possa rolar nada um dia, mas agora voltei a vida racional.

Beijokinhas....

quarta-feira, junho 08, 2005

E depois da tempestade...

Ok, eu sei que fui eu que escrevi tudo aquilo... Mas não era exatamente a mesma pessoa que estava de fossa no domingo. Era como se eu estivesse me forçando a ficar bem. Minhas amigas me forçando a ficar bem. Elas não gostam que eu fique mal, e acabam me convencendo a ficar bem, mesmo que isso não seja exatamente a verdade. Na maior parte das vezes é só uma máscara, uma imagem que eu crio ao meu redor para iludir os outros e a mim mesma. Aquele texto era como um mantra para me convencer de que eu estava legal e que a fossa não tinha fundamentos.
Mas como todo escorpiano que se preze é hiper-realista, eu sabia de toda a verdade. E me revoltei.
Na terça feira resolvi mandar o mundo todo para o inferno e assim que me vi livre eu fugi. Sim, fugi das aulas, das pessoas, desliguei o ceular e fui. Quando notei estava na Floresta da Tijuca às 3h da tarde sentada numa pedra vendo a água cair cachoeira a baixo. E eu estava pensando na vida. Sim, eu finalmente havia parado para pensar no que eu estava fazendo comigo mesma, no que estava acontecendo, no que eu queria pra minha vida e o porquê disso tudo. Essas perguntas ecoavam na minha cabeça, até que me veio a resposta.

Era o meu sub-consciente tomando o controle.
Sabe aquelas horas em que você fica achando que precisa gostar de alguem? Então, estava acontecendo o contrário. Eu estava precisando que alguém gostasse de mim. Não gostar pura e simplesmente. Mas que alguém me amasse daquele jeito. E foi por isso que todos aqueles fantasmas voltaram: todos eles, de uma certa forma, me amaram. cada um ao seu modo, mas me amaram. E eu estava desejando ter tudo isso de volta. E eu havia perdido o rumo da minha vida. Há alguns anos, auqndo eu havia me feito a pergunta "o que eu quero para o meu futuro", eu havia respondido que queria entrar pro segundo grau. Agora que eu estou finalmente no segundo grau, me fiz novamente a mesma pergunta mas não soube responder. E fiquei perdida. Acabei começando a fazer tudo intensamente. Minha vida passou a ser uma breve repeticão de muito, muito, muito e mais, muito mais. Mas essa quantidade toda não serve pra nada...
Na verdade serviu sim. Serviu para que eu percebesse que não era isso que eu queria pra mim. Que não é exatamente esse caminho que eu vou seguir.
E agora eu sigo a minha vida calma e tranquilamente, após mais uma tempestade.

Ps.: se eu soubesse que parar pra pensar em algum lugar calmo era tão bom, já teria começado a fazer isso mais vezes.

segunda-feira, junho 06, 2005

O fim da fossa

O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE:
amores não resolvidos fazem mal à saúde.

Hauhauahuahuahauhau... E não é que isso é verdade!? Esses lances mal resolvidos realmente só atrapalham... O cara pode ficar todo estranho, achando que não rola nada onde tem alguma coisa, ou achar que tem alguma coisa onde não rola nada. Se ele for seu ex, pode acabar te ligando no sábado de noite marcando uma balada como se nada tivesse acontecido, ou começar a te tratar como amiga e passar a te contar suas façahas amorosas. Homens... Ninguém merece! Depois eles dizem que as mulheres é que são incompreensíveis... Eu desisto. Francamente, desisto!
E amores mal resolvidos voltam. Ele pode ser seu amigo, seu vizinho, estudar na sua sala ou te encontrar sempre na rua. O maldito fantasma de tudo que aconteceu volta, você se lembra, e acha que esse fantasma voltou com tudo, inclusive seu amor por ele. Será mesmo? Uns sim, outros não, alguns também. Mas o amor não tinha sido enterrado no mesmo túmulo que o cara? Haha. O amor pode ser cego, mas não é burro. Se parecer que é, é só parar para analizar e o amor toma jeito. Se não melhorar agora, melhora na manhã seguinte, mais tardar na semana que vem. Uhu! A validade da minha fossa venceu... hum... ontem! E hoje já é a manhã seguinte.
Tchururu... Fossas superadas, agora é a hora da diversão. Enjoy life at most! Sexo, dogras e rock'n'roll. Party every day... São tantas as possibilidades. Chega de amores farsantes e fantasmas do passado. Lembra da velha história de "cresça e apareça"? Então, cresci e apareci, só não tinha cabado de tirar a casca.... Nossa, liçãozinha de moral é f*! Mas voltando aos amores farsantes... Não é bem dos farsantes que eu estou cansada, é de todos os amores em geral mesmo. Amar é brega e está fora de moda. Estar aberta a novos relacionamentos? É ruim, hein... Disposta a amizades coloridas e olhe lá.
Falando em amores, o dia 12 tá chegando. Começar a namorar pra ganhar presente? Tô fora. Namorar dá muito trabalho e esse lance de presente é so consumismo... Já falei, comigo agora é diversão, diversão, diversão... DIVERSÃO, porra! Hauhauahuaha, nossa, me empolguei! Cansei de ficar nas sombras arrastando correntes... Vou juntar as amigas solteiríssimas que eu tenho e vamos tratar de curtir a vida como ela merece: intensamente (ui, deu medo de mim agora... eu sei do que eu sou capaz). Eu sei que eu digo isso sempre, mas agora é sério. Muito sério. Tem que ser.
Alguém a fim de se juntar a nós? Companhia é semprre bem vinda, mas sem envolvimento emocional, ok?

Aviso aos navegantes

Atenção,
Devido a fatores externos e internos totalmente desagradáveis, talvez a Jill de Copas entre numa crise de criatividade e fique algum tempo sem postar alguma coisa gloriosa. Peço a compreensão de todos, isso passa.

E tenho dito,
Rainha de Copas

domingo, junho 05, 2005

Post de desabafo: preparem-se para o meu drama nu e cru

Ai ai... Pela primeira vem em muito tempo eu não sei por onde eu começo esse texto... Poderia dizer a mim mesma: comece do início, mas esse início já é conhecido. Quem me lê desde os velhos tempos do finado Sereia de Shortinho vai saber do que eu tô falando... E não conseguiria ir tão fundo na ferida a ponto de chegar até o início dela.
Então, já que eu citei o início da história, vamos à continuação dela. Vou tentar fazer algum sentido.

I hate everything about you, why do I love you? Pois é... Isso realmente acontece na vida real, não só no showbis. Ele é bem o tipo de cara com quem eu adoraria não me envolver. Mas o amor é cego, merda!
Eu gostava dele no ano passado, mas deu tudo errado... É isso que dá ficar gostando de alguém em segredo. Você quebra a cara. Mas eu sobrevivi, como eu sempre sobrevivo, e parti pra outra. Viajei, conheci outro cara, gostei dele num nível muito mais alto do que eu sonhava ser possível, também me dei mal e também sofri pacas no final. Às vezes eu acho que só vou conseguir parar de apanhar do amor quando ele cansar de ferrar comigo, se depender só de mim eu sou um caso perdido.
Metade de mim quer mandar tudo para o inferno, chegar nele e falar na cara, passar por cima de tudo e de todos como um trem de carga e tentar aproveitar o melhor que for possível. Mas a outra parte não quer se expor a esse risco, quer continuar nas sombras e evitar transtornos desnecessários. Quer evitar passar de novo pelo que eu passei no fim do ano passado, justamente quando eu resolvi seguir o conselho da parte impulsiva de mim. Não quero passar por aquilo tudo de novo. Tudo bem compactuar como fato de que sempre que eu gosto de alguém eu me ferro, mas repetir o erro é de mais pra mim. Mas, como diz o meu nick do msn hoje ("mais uma vez eu me vejo procurando as palavras que, ditas ou não, me levarão a um destino inevitável"), ou eu sofro por falar, ou eu sofro por fiar quieta.
Talvez eu só esteja fazendo tempestade em um copo dágua. Talvez tudo isso seja encanação minha e eu esteja me iludindo, criando uma realidade desfavorável para mim (como eu sempre imagino que seja) com os fragmentos que eu ouço sobre ele. Ou talvez eu esteja certa. Talvez...
Quando eu ainda podia dizer que estava legal, eu dizia pra mim mesma: "cansei de amores farsantes". Eu estava cansada de amores platônicos, falsas impressões e palavras vagas, queria algo concreto e palpável. Mas isso tudo acabou ficando conservado dentro de mim, e cresceu consumindo o que restava da minha resitência, e agora eu já não consigo me controlar. De novo.
Eu estou com raiva de mim. Mas não por estar gostando de alguém, e sim por estar gostando do mesmo cara de novo e não saber o que fazer. Esse mais do mesmo, essa repetição, essa falta de criatividade emocional.... Tudo isso cansa, pô! Já não basta o ex ligar no feriado como se nada tivesse acontecido, agora mais esse fantasma sai do meu passado para assombrar o meu presente... Quem será que vai aparecer agora? Melhor não saber.

Alguns fragmentos que têm tudo a ver com meu estado de espírito agora:

I hate everything about you. Why do I love you?- Tree Days Grace
There's always that one person that will always have your heart- Usher
I can't close my eyes and make it go away- U2
And the battle's just begun- U2
You showed me dreams, I wished they'd turn into real- Within Temptation
I won't close my eyes and hide the truth inside. If I don't make it, someone else will- Within Ttemptation
Living is easy with eyes closed- Beatles
I'd love to think you will someday feel the same- Deftones
Lying close to you feeling your heart beating, and I'm wondering what you're dreaming. Wondering if it's me you're seeing- Aerosmith
Was a time when I wasn't sure, but you set my mind at ease. There is no doubt: you're in my heart no- Guns
I wanna get you to myself, you and me, and nobody else can do the things we do- B2K
What doesn't kill me makes me stronger- Nietzsche
So, if you're lonely, you know I'm here waiting for you- Franz Ferdinand
Saiba: todo mundo teve medo, mesmo que seja segredo- Arnaldo Antunes
Toda brincadeira não devia ter hora para acabar- Barão Vermelho
I need your arms around me, I need to feel your touch. I need you understanding, I need your love so much- Cake
You tell me that you love me, so you tell me that you care- Cake
Eu preciso dizer que eu te amo, te ganhar ou perder sem engano- Cazuza
Às vezes no silêncio da noite, eu fico imaginando nós dois- Caetano Veloso
Todo dia é dia, e tudo em nome do amor: essa é a vida que eu quis- Barão Vermelho
Este é o nosso mundo: o que é demais nunca é o bastante. E a primeira vez é sempre a última chance- Legião
If I could melt your heart, we'd never be apart- Madonna
Estranho seria se eu não me apaixonasse por você- Nando Reis
Live forever, I'll be waiting. Everlasting, like the sun- Spice Girls


Bom, é isso aí. Espero acordar amanhã me sentindo melhor depois disso tudo...

domingo, maio 29, 2005

Um conto de solidão e lua cheia

Naquele dia o pôr-do-sol parecia diferente. Não que ele estivesse mais vermelho do que o normal, ou que o vento estivesse soprando mais frio. Era a sensação. O sol parecia estar indo em direção a batalha final de uma guerra suicida e nunca mais fosse aparecer de novo. Ela sentia como se nunca fosse ver o pôr-do-sol de novo. E naquela noite as horas que precedem o aparecimento da lua lhe pareceram mais angustiantes e solitárias do que nunca. Mas ela não se rendeu ao arrepio de medo que aquela sensação lhe causava. Ficou no terraço, em pé e sozinha como sempre, a espera da claridade leitosa da lua que lhe faria ver até onde a vista alcançava. Esperou e esperou, e a lua não vinha. Não poderia ser uma noite de lua nova, a cada dia a lua aparecia maior e mais brilhante no céu, e hoje ele estava especialmente limpo e estrelado, como se tivesse se enfeitado com suas estrelas mais brilhantes a espera de alguma coisa importante que fosse acontecer.
Enquanto esperava pela lua, ela se enrolou mais no longo chale para se proteger do vento gelado que soprava incessantemente. E começou a lembrar de como passara momentos felizes nos campos que se extendiam lá em baixo, além do grande jardim que sempre lha parecera tão opressor, com suas cercas vivas em formas tão definidas e artificiais. Se eu fosse uma planta, pensava ela, jamais deixaria que fizessem algo assim comigo, eu cresceria forte e indomada como o grande carvalho perto do portão.
E ela crescera como o carvalho. Nunca deixou que os padres e professores dominassem sua mente livre, nem que a rígida educação imposta pela sua família a impedisse de seguir seus impulsos. Temos que zelar pela reputação do clã, diziam todos quando davam por sua falta e ela havia fugido para longe. Mas ela não era nem ao menos a herdeira do legado, era só a mais nova das quatro irmãs. Não havia nada de especial que esperassem que ela fizesse. E ela passava os dias vivendo a vida em toda sua plenitude. Cavalgava com a velocidade do vento o grande garanhão negro, passava horas lendo seus amados livros sentada nos galhos mais altos das suas árvores favoritas, aquelas no meio do bosque que só ela e os caçadores conhecem. Mergulhava no fundo do lago da cachoeira, não tinha o menor receio de levar seus amantes para passar uma temporada com ela, e sempre paticipava das grandes festas, aquelas regadas a muita música e absinto.
Mas tudo isso não a satisfazia. Ela buscava cada vez mais, cada vez os prazeres da vida em uma intensidade maior, mas tudo isso nunca era o suficiente. Sempre faltava alguma coisa, a felicidade era só momentânea e depois só restava um vazio. Ela não acreditava no amor, para ela isso não passava de um vício, uma dependência psicológica. A vida sempre lhe pareceu uma grande mentira, uma encenação na qual nem todos os atores sabem que estão numa peça.
E era nisso que elam pensava agora, enquanto olhava para o horizonte esperando a lua aparecer no céu. A grande farsa que sua vida lhe aprecia. Agora, que ninguém mais parecia notar a sua ausência, que ninguém mais brigava com ela, que os professores não tinham mais nada a ensinar e tinham todos ido embora, sua vida não tinha mais graça. A transgressão não tinha mais sentido. Tudo que ela fazia agora era passar o dia em seu quarto, para sair e ficar no terraço, desde o pôr-do-sol até a aurora, admirando a luz da lua, o vôo dos pássaros e dos morcegos, a sombra dos lobos passando através das árvores, e lembrando dos breves momentos em que achou que era feliz e das pessoas que gostava, e dos seus amores farsantes que povoam as lembranças de sua vida. Ela não tinha nem vinte anos, mas sempre que ficava revendo sua vida as lembranças pareciam estar cada vez mais longe, como se aquela época feliz tivesse ocorrido há muito tempo atrás. O que terá acontecido com o garanhão negro? Com seus amigos e suas grandes festas? Seus amantes nunca mais lhe procuraram... Às vezes tinha a impressão de ouvir um deles chamando ao longe, mas não conseguia entender o que diziam. Por fim a lua apareceu no céu. Cheia, redonda e linda, como sempre. Tão linda que ela até ficou emocionada. Sentia o breve conforto das lágrimas que o vento incessante logo levava embora. E foi entre as lágrimas que ela viu dois vultos negros atravessando o jardim. Não os conhecia, mas pelas roupas pareciam ser dois padres. Muito estranho, pensou ela, há muito tempo que os padres não aparecem por aqui, e normalmente eles vinham no domingo, mas nunca de noite. E ela não gostava dos padres, nem de nenhum cristão. Para ela, eles acreditavam na farsa da vida mais cegamente do que o normal. Ela prefiria os deuses da natureza, que condiziam com seu espírito livre e a vida plena. Para ela essa era a verdadeira santidade. E as duas figuras caminhavam em direção a casa, finalmente chegando na porta. Ela estranhou o fato de não ouvir a campainha que normalmente ecoava por toda a casa, mas provavelmente eles estavam sendo aguardados. Não ouviu nenhuma saudação, nem os passos apressados da criadagem em direção a cozinha para preparar algo para os visitantes... Só ouvia passos subindo em direção ao terraço onde estava. Eles não haviam sido avisados de que ela não gostava de ser perturdaba, especialmente quando era noite de lua cheia?? A raiva crescia dentro dela, e ela parecia que não ia conseguir se controlar. Até que os dois padres alcançaram o terraço, e entraram com suas cruzes douradas em punho como se fossem escudos. Ela não entendia nada, aquelas duas figuras dindo agressivamente em sua direção, recitando velhar orações no latim que ela dominava tão bem. As orações falavam de almas penadas, no descanso eterno, em exorcismo. Ela não entendia a razão disso tudo... Eram para ela? E de repente tudo começou a fazer sentido. Porquel ela não saía mais, porque não pareciam notar a sua ausência ou querer a sua presença, porque ninguém mais a procurava. Ela havia morrido. E agora tentava se concentrar nas suas lembranças, tentando lembrar de como e onde isso aconteceu. Mas as orações eram muito fortes, e ditas muito altas. Ela só queria sair dali, ir para algum lugar onde conseguisse parar e pensar em paz em como tudo isso aconteceu. Então ela correu, correu, correu até onde as orações não mais a alcançariam, e percebei que tinha chegado no portão, onde fica o grande carvalho. E ela percebeu algo que nunca havia visto antes. Ao lado da árvore, no lado oposto ao que fica perto do portão havia um túmulo. E na lápide havia escrito seu nome e a data, muitos anos atrás. Nesse túmulo, agora ela sabia, poderia encontrar a paz que precisava para se lembrar de como tudo aconteceu, e foi para lá que ela se dirigiu. E lá ficou, imersa em seus pensamentos e lembranças, totalmente alheia ao tempo. Até que uma vez ouviu uma voz:
_ Oi... Que bom que você está aí agora. Eu sei que você vai sentir falta das noites de lua e do visual do terraço, mas pelo menos agora eu sei que vovê vai ouvir tudo que eu tenho a dizer, e que eu tenho esperado para dizer por todo esse tempo. Sempre soube que os fantasmas não lembrar da hora da morte, mas eu queria te contar como tudo aconteceu, pois foi o dia mais feliz e mais triste da minha vida. Você lembra das noites que passávamos no bosque perto do lago da cachoeira? Acho que sim. Pois foi em uma noite dessas que tudo aconteceu. Nós tínhamos ido a uma das gloriosas festas que aquele casal francês sempre promovia, e eles nos deram de presente uma garrafa de absinto daquela marca que você adora. E você me chamou para bebermos juntos ali perto do lago. Chegamos lá ainda de noite, e ficamos juntos como sempre fazíamos. E você me dizia que eu era seu amante favorito, o mais querido de todos os seus amores farsantes. Mas eu sabia que naquela época eu era seu único amante, e nosso amos não era uma farsa. A garrafa acabou, e nós continuamos juntos, até que acabamos dormindo abraçados, embaixo de uma daquelas árvores que você adorava escalar. Dormimos o dia todo, mas ninguém veio a sua procura, pois ninguém sabia que você havia retornado. Acordei em seus braços com o sol se pondo, e você chorava. Perguntei o que havia acontecido e senti seu sangue. Você havia cortado o pulso, e o sangue agora encharcava a terra. Perguntei por que você havia feito isso, e você respondeu que me amava, que nunca iria me esquecer, que havia descoberto estar grávida e abortado duas vezes, e não poderia suportar perder mais uma vez o prêmio máximo da nossa união. Você começou a ficar fria, e assim que o sol sumiu senti seu último beijo e você se foi. Desde esse dia, eu venho até aqui em todas as noites de lua cheia tentar lhe dizer o quanto eu te amava e o quanto sinto sua falta, que só a sua presença me bastaria, mesmo sem termos filhos. Mas no fundo eu sabia que você não estava aqui, então não me ouviria. Agora que eu sinto que meu tempo aqui está no fim, chamei aqueles dois padres, lhes contei a minha situação e eles ficaram de me ajudar a trazer-lhe até aqui. Me sinto culpado por privá-la da luz da lua, mas agora saberei onde te encontrar quando chegar a minha hora....
De repente as palavras silenciaram, e ela ouviu alguma coisa caindo na terra perto do túmulo. Então ela sentiu. Os braços que ela tanto amava e a visão do rosto que tanto sentia falta. Então ela não sentiu mais frio, e a sua volta não haviam mais as duras pedras do sepulcro. Havia apenas luz.

domingo, maio 22, 2005

Yakisoba, Shop-suey, molho agridoce e biscoito da sorte

Pois é, um fim de semana nublado, quente e tedioso merecia um programa bem diferente. Já que não dava para ir na bienal do livro, a salvação foi comer, comer e comer. E já que ninguém estava a fim de cozinhar, só nos restou ligar para o restaurante china e fazer o pedido de sempre: yakisoba, shop-suey de carne, frango empanado agridoce, uns rolinhos primavera e biscoito da sorte pra todo mundo.

Mas não para contar sobre o meu almoço que eu sentei agora na frente do computador. Foi mais exatamente para falar das coisas que eu citei no título: yakisoba, shop-suey, molho agridoce e biscoito da sorte.
Eu amo comida chinesa, mas nem por isso eu deixo de viajar enquanto como (já deve ter dado pra perceber que eu viajo em qualquer lugar e a qualquer hora, mesmo!). E esse almoço me fez lembrar de várias coisas. Olha só:
~~YAKISOBA: isso me faz lembrar da primeira vêz em que eu fui a um restaurante oriental, e nessa época eu era bem criança, tipo uns 4 anos. Minha mãe pediu uns sushis pra ela e um yakisoba pra mim. Mas como as crianças fazem altas confusoes sobre as coisa, eu acabei passando alguns anos pensando que gostava de sushi quando na verdade aqueles bolinhos grudentos me davam nojo. Eu tinha trocado os nomes. Ainda bem que eu desfiz o mal entendido a tempo, e hoje em dia eu sou uma fã de carteirinha do yakisoba tradicional (aquele que tem carne e frango junto). Será que tem comunidade no orkut? Hehehe... E Yakisoba ia ser o nome do meu gerbil, mas ele acabou se chamando Théo...
~~SHOP-SUEY: é aquele prato com carne em tirinhas. Mas sempre que como eu fico lembrando da música do System of a Down (SOAD, para os íntimos). Pois é... O que deu na cabeça do compositor para ele colocar um nome de comida chinesa na música? Será que eles já estavam pensando na carreira internacional da banda, especialmente na China, o maior mercado consumidor de comida chinesa do mundo??
~~FRANGO EMPANADO: sem comentários, é só frango pô... Mas eu ainda vou descobrir como é que se faz para ele ficar com aquela casquinha!
~~MOLHO AGRIDOCE: sempre que eu comia esse molhinho vermelho me vinha à mente a imagem de uma caponesa humilde fazendo o almoço com uma plantação de arroz ao fundo e montanhas cobertas de neve no horizonte... Em todo restaurante china legítimo o tradicional molhinho é feito lá mesmo. E um dos melhores da cidade era o do Shu-em-mim, mas eu já encontrei até uns meio doidos, com abacaxi dentro e tudo mais (hum, bem, eu acho que abacaxi não é uma fruta típica da China, então como ele foi parar no molho!?!?). Mas quando a comida chegou, o molho tinha vindo naqueles sachês tipo o do ketchup quando se vai no McDonald's! AAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHH!!!! Molho agridoce em produção industrial!!!!! Acabaram com a minha imagem da humilde camponesa cozinhando o molho tendo ao fundo a plantação de arroz e as montanhas cobertas de neve! A cena foi substituída por uma cozinha industrial com trabalhadores de uniforme branco colocando os ingredientes numa máquina com um grande recipiente de inox que faz o molho praticamente sozinha... Tadinha da humilde camponesa...
~~ROLINHO PRIMAVERA: pô, sem palavras... É inigualável e tudo de bom. Mas também tem que saber o restaurante certo, já que existem rolinhos e rolinhos... Nunca é tudo igual, mesmo parecendo. Que nem os orientais: no início é tudo a mesma coisa...

E o biscoito da sorte? Essa é uma longa história. Quando eu era criança, antes mesmo do incidente com o yakisoba, alguém vindo de algum lugar me deu um biscoito da sorte legítimo. É isso mesmo, com o papelzinho escrito à mão em chinês e tudo. Achei aquilo tudo tão legal que eu guardei o papelzinho. Pena que ele acabou se perdendo e eu nunca cheguei a saber o que estava escrito... Provavelmente uma daquelas mensagens legais que falam de prosperidade, sucesso, amor, dinheiro ou uma lição de serenidade e sabedoria. Tudo bem que esses biscoitos são só uma massa de farinha, água e açúcar que é assada com um pedaço de papel dentro, mas eu adoro. E eles também trazem uma imagem à minha cabeça: um velho monge budista com aquela roupinha laranja e o terço de bolinhas de madeira sentado no fundo de um templo no alto da montanha ou um sábio chinês daqueles bem clichês (com uma longa barba branca, e meio careca, que nem no Kill Bill volume 2) em um santuário perdido em uma floresta de bambus. Você encontra o coroa após uma longa peregrinação, ele te dá a mansagem de sabedoria, você faz uma reverência e vaza dali. Mas agora até o biscoito é feito em produção industrial. O velho sábio foi transformado em uma impressora fria e impessoal, que passa o dia imprimindo mensagens de serenidade e sabedoria que serão lidas pelos consumidores de comida chinesa entregue em casa. Esse mundo tá perdido!

Ah, ainda em tempo: vou começar a explorar o meu sábio chinês interior. Aulinha de tai-shi, yoga, meditações, horóscopo chinês, terapias alternativas, animais mitológicos, incenso... Quem viver verá. E eu espero sobreviver a isso tudo para ver os resultados! Rsrsrs...

quinta-feira, maio 12, 2005

Um conto de mini saia, olhos azuis e bolsa laranja

Alice era uma menina de personalidade. Não ligava para o que os outros pensam a respeito dela, e fazia o que queria. Claro, dentro das possibilidades de uma menina de 14 anos... Ela não era exatamente uma beleza ideal, mas havia alguma coisa nela que chamava a atenção, um charme todo especial que fazia muita diferença. Quem a conhecesse a pouco tempo nem poderia imaginar que aqueles cabelos ruivos não eram naturais. Mas os olhos, esses sim, eram dela mesmo. Azuis, muito azuis, como as tardes de domingo em que o pessoal da turma se reúne na Lagoa para andar de bicicleta.
Ah sim, a turma: a 8ª série de uma pequena escola particular na zona sul do Rio de Janeiro, com suas panelinhas e grupinhos de meninas e meninos de classe média alta que moram todos perto da escola. Estudavam juntos, saíam juntos e se divertiam juntos. Só eles, o tempo todo. Mas o fato de serem tão unidos não exclui o fato de haver rivalidade entre as pessoas. E nessa turma não era diferente.
A Marina não gostava da Alice. E a Alice não ia muito com a cara da Marina. Não que elas tivessem brigado ou algo parecido. Elas apenas não se falavam e eram felizes assim. Mas uma ficava competindo silenciosamente com a outra: quem tirava as maiores notas, quem ia mais bonita para as festas, quem conseguia um namorado primeiro, etc, etc, etc. Motivos para essa rivalidade? Até que se conseguia encontrar alguns... Marina era uma paty daquelas louras naturais, o tipo de menina pelo qual todos os meninos se apaixonam um dia. E talvez, para ela, a Alice tivesse personalidade de mais... Ou fosse amada de mais, com o cabelo vermelho de mais, olhos azuis de mais, ou inteligente de mais... Para Alice, talvez Marina fosse loura de mais, usasse mini saia de mais, ou tivesse coisas rosinhas de mais. A sorte é que elas nunca tiveram que parar para conversar de verdade... Mas estudavam na mesma sala, freqüentavam as mesmas festas, faziam os mesmos programas e todos os amigos em comum amavam as duas. Então elas tinham que conviver, apesar de tudo.
No meio do ano, todos os alunos voltavam das férias com bronzeados novos, novas fotos de viagens, novos tênis e novas mochilas, e naquele ano não seria diferente. No primeiro dia do segundo semestre, Alice chegou na escola com sua novíssima bolsa laranja. Com todo o seu estilo de vanguarda, ninguém achou a bolsa estranha, e muitas pessoas até elogiaram. O que causou mais espanto, no entanto, foi a bolsa nova da Marina: laranja e igualzinha a da Alice. Essa concidência causou muitos comentários entre a turma. O que será que vai acontecer, agora que as duas rivais aque eram tão opostas cabaram coincidindo na escolha da bolsa que as acompanharia pelo resto do ano? Para a surpresa de todos, quando elas se cruzaram pelo corredor, ocorreu o singular diálogo:
_ Bonita bolsa_ disse uma.
_ Obrigada, a sua também_ respondeu a outra.
Todos os que estavam perto caíram na gargalhada, e no final daquele dia todos já sabiam do aontecido.
Mas, nessas férias, Marina conseguiu uma façanha que Alice dificilmente superaria: ela começou a namorar. Não que isso tivesse tido muito alarde, mas era uma vitória pessoal. Saber que a rival ficaria se corroendo por dentro... Mas ela estava errada. Alice não deu a mínima e quando ficou sabendo da novidade, se limitou a dizer:
_ É? Sério? Pô, que bom pra ela!
Afinal, Alice não ligava muito para esse lance de garotos e namoros. Até rolavam algumas ficadas e umas saídas, mas ela queria mesmo é se divertir, e quando tivesse que acontecer algo mais sério, nada impediria.
Com o reencontro da turma, a primeira providência tomada foi marcar uma festa no fim de semana mais próximo, mais exatamente no próximo sábado.
Na última aula antes da festa, na sexta feira, a Alice não foi pra escola. E acabou perdendo dois acontecimentos super bombásticos: entrou um garoto novo na sala, e a Marina apresentou seu namorado para a turma. Logicamente, os dois foram convidados pra festa do dia seguinte.
Na festa, a Alice chegou bem cedo. Não só para ajudar a dona da casa a dar os últimos retoques na decoração, mas porque ela é uma excelente hostess. As pessoas vão chegando aos poucos, mas Alice já sabe que todo mundo espera umas duas horas antes de aparecer. Entre as poucas pessoas presentes, há um manino que ela nunca tinha vista antes:
_ Deve ser o garoto novo na escola_ pensa ela, _ o tal namorado da Marina deve vir com ela.
E pensando assim Alice, como boa anfitriã, vai falar com ele.
Conversa vai, conversa vem, os dois acabam descobrindo muitas coisas em comum e acaba rolando um clima entre eles. Ele acaba cedendo aos encantos daquela ruivinha de olhos tão azuis, e ela não consegue resistir ao charme daqueles olhos castalhos tão sedutores... Estavam quase ficando quando a Marina chega e acaba com todo o clima: o garoto não era o aluno novo, era o namorado dela.
O barraco parecia estar formado, mas tudo acabou saindo maravilhosamente bem. Marina carregou o namorado embora, e as duas ficaram de conversar depois, na aula de segunda feira.Na segunda, o clima na escola estava tenso. Todos estavam sabendo do acontecido e aguardavam a chegada das duas rivais. Para o desapontamento geral, as duas chegaram juntas, e conversando normalmente. Como se fossem amigas.
Depois todos ficaram sabendo o que aconteceu: elas se encontraram no portão de entrada, e resolveram conversar antes de entrar na escola, para poderem se acertar sem a interferência das outras pessoas. Elas acabaram se entendendo muito bem. A Marina tinha terminado o namoro no dia anterior ("Como é que eu vou ficar com um cara que dá em cima da primeira garota que vai falar com ele quando eu não estou por perto?") e a Alice achou que não valia a pena todo esse sacrifício apenas por uma ficada sem compromisso. É, elas tinham 14 anos mas já sabiam das coisas.
Agora elas são grandes amigas. Com o tempo acabaram descobrindo que tinham muito mais coisas em comum do que imaginavam. Afinal, a bolsa laranja era mesmo linda de mais para ser a causadora de uma briga entre elas.
Volte sempre e use filtro solar.