Olhe ao seu redor. Esfregue os seus gravetos mentais e acenda um fogo. Acorde o macaquinho do sótom-mental. Eles estão lá, estão por toda a parte, e sustentam o seu mundo. É só ver. O que eles significam? Pra mim? Hum... bem... o que eles significam para você? Veja, simplesmente veja-os. Afinal, as maiores viagens também começaram com um único passo.

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sexta-feira, junho 09, 2006

Uma Viagem pela Estrada de Tijolos Amarelos - 7º dia

Hoje o dia começou meio nublado. Está há muito tempo ameaçando chover e acho que hoje finalmente é o dia. Levantamos o acampamento e seguimos nosso caminho.
Descendo uma colina, avistamos ao longe na Estrada um grupo de pessoas vindo em nossa direção. Chegando um pouco mais perto, percebemos que era um grupo de pessoas altas e magras vestidas iguais andando com os braços abertos para os lados. Chegando um pouco mais perto, percebemos que era um grupo de mais ou menos 50 pessoas, e todos eram covers do Marilyn Manson, e todos estavam entoando em uníssono

I'm the invisible man
I'm the invisible man
Incredible how you can see right through me

When you hear a sound that you just can't place
Feel somethin' move that you just can't trace
When something sits on the end of your bed
Don't turn around when you hear me tread

I'm the invisible man

I'm the invisible man
Incredible how you can see right through me
I'm the invisible man

I'm the invisible man
It's criminal how I can see right through you

Now I'm in your room and I'm in your bed
And I'm in your life and I'm in your head...

(Queen- The Invisible Man)

Já tinha recebido notícias dessa seita, mas nunca imaginei que fosse encontrá-los assim, andando de dia pela estrada. A Alice achou-os tão legais que entrou no meio deles, abriu os braços e começou a andar que nem eles, mas nem dez passos adiante ela foi empurrada para fora do grupo:
_ Você não é um Marilyn Manson!

Tadinha... Ou será que foi sorte? Prefiro ficar sem saber.
O resto do dia foi tranquilo. Ainda não choveu.

~Rainha de Copas

Uma Viagem pela Estrada de Tijolos Amarelos - 6º dia

O dia hoje não teve nada muito interessante na sua primeira parte, mas um pouco depois do almoço encontramos em uma clareira perto da Estrada, uma grande reunião de pessoas vestidas como roqueiros. Sim, 'vestidas como' porque é cada vez mais difícil encontrar alguém que se vista assim de verdade, então persume-se que sejam todos posers. Era uma batalha de bandas e a Dorothy insistiu tanto para assistirmos um pouco que tive que ficar. Mas não era só sair entrando, pois a presença da Rainha certamente iria atrapalhar a banda pois todos iriam ficar com aquela história de honras e homenagens. Não tava ali para essa melação toda, eu tinha entrado pelo rock, yeah! Então fiquei escondidinha no cantinho numa boa depois de dar algum para o porteiro nos deixar entrar depois do início dos shows, isso me lembrou a Rainha Elisabeth no filme Shakespeare Apaixonado, só que no caso ela estava alí para assistir Romeu e Julieta mesmo.
O festival já estava rolando a um tempo, e agora já haviam apenas tres bandas. A música já havia começado, mas deu para ouvir uma parte:

(...)City of the dead
At the end of another lost highway
Signs misleading to nowhere
city of the damned
Lost children with dirty faces today
Noone really seems to care
HEY!

I don't care if you don't
I don't care if you don't
I don't care if you don't care
I don't care


Everyone's so full of shit
Born and raised by hypocrits
Hearts recycled but never saved
From the cradle to the grave
We are the kids of war and peace
From Anaheim to the Middle East


We are the stories and disciples of
The Jesus of suburbia
Land of make believe
And it don't believe in me


Land of make believe
And I don't believe
And I don't care!
I don't care!

Dearly beloved are you listening?
I can't remember a word that you were saying
Are we demented or am I disturbed?
The space that's in between insane and insecure.


Oh therapy, can you please fill the void?
Am I retarded or am I just overjoyed?
Nobody's perfect and I stand accused
For lack of a better word, and that's my best excuse.

To live and not to breathe
Is to die in tragedy
To run, to run away
To find what you believe

And I leave behind
This hurricane of fucking lies
I lost my faith to this
This town that don't exist

So I run
I run away

The light of masochist
And I leave behind
This hurricane of fucking lies
And I walked this line
A million and one fucking times
But not this time

I don't feel any shame
I won't apologize
When there ain't nowhere you can go

Running away from pain
When you've been victimized
Tales from another broken HOME

You're leaving...
You're leaving...
You're leaving...
Ah! You're leaving home..
.

Esse foi o Green Day cantando uma de suas últimas composições: Jesus os Suburbia. Foi uma música interessantes, não há como negar. A próxima banda começou a tocas logo depois.

I don't need to be a global citizen
because I''m blessed by nationality
I'm member of a growing populace
we enforce our popularity
there are things that
seem to pull us under
and there are things
that drag us down
but there's a power
and a vital presence
thats lurking all around

we've got the american Jesus
see him on the interstate
we've got the american Jesus
he helped build the
president's estate

I feel sorry
for the earth's population
'cuz so few
live in the U.S.A.
at least the foreigners
can copy our morality
they can visit but they cannot stay
only precious few
can garner the prosperity
it makes us walk
with renewed confidence
we've got a place to go when we die
and the architect resides right here

we've got the american Jesus
overwhelming millions every day
(exercising his authority)

he's the farmers barren fields
the force the army wields
the expession in the faces
of the starving children
the power of the man
he's the fuel that drives the clan
he's the motive and conscience
of the murderer
he's the preacher on tv
the false sincerity
the form letter that's written
by the big computers
he's the nuclear bombs
and the kids with no moms
and I'm fearful that
he's inside me


Hum, The Offspring com American Jesus. Realmente essa seria uma decisão difícil. Nem bem os meninos saíram do palco, a próxima banda já estava pronta para tocar.

I hear you on the radio
You permeate my screen, its' unkind but
If I met you in a scissor fight
I'd cut off both your wings on principle alone
On principle alone

Hey megalomaniac
You're no Jesus
Yeah, you're no fucking Elvis
Wash your hands clean of yourself, Baby
Step down
Step down

If I were your appendages
I'd hold open your eyes
So you would see
That all of us are heaven sent
And there was never meant to be only one
To be only one

Hey megalomaniac
You're no Jesus
Yeah, you're no fucking Elvis
Wash your hands clean of yourself, Baby


Step down
Step down
Step down
Step down
Step down
Oh! step down

Yeah
You're no Jesus
You're no Elvis
You're no Jesus
You're no Jesus
You're no Elvis
You're no answer

Step down

Hey megalomaniac
You're no Jesus
Yeah, you're no fucking Elvis
Special, as you know yourself, maniac

Step down
Step down
Step down
Oh step down
Oh step down
Step down


A platéia deu o veredito antes mesmo dos jurados terem percebido o que aconteceu. O Incubus tocando Megalomaniac era imbatível.

Depois de darmos os parabéns para a a banda vencedora, não sem antes revelar minha presença para o espanto de todos os presentes, saimos de fininho e continuamos nossa viagem.

~Rainha de Copas

--> Você não se lembra o que aconteceu antes? Clique aqui e veja o primeiro dia.
http://castelodecopas.blogspot.com/2005/04/uma-viagem-pela-estrada-de-tijolos.html

domingo, julho 10, 2005

Uma Viagem pela Estrada de Tijolos Amarelos - 5º dia

O dia hoje amanheceu nublado, talvez caia uma chuvinha. Todos estão felizes e contentes com a nossa viagem, mas acho que a Dorothy vai demorar um pouco pra superar o lance do Jonny... Ela gostava mesmo dele, apesar de ninguém ainda ter descoberto por que ela sumiu.
Estávamos com uma velocidade interessante, quando ao virarmos uma esquina demos de cara com um grupo de punks dançando numa planície. Eu tenho medo de punks, eles são muito doidos, até mesmo para alguém como eu. Mas eles são súditos, moram no Reino e pagam os impostos em dia, então eu tento conviver.
Ainda mais estranho do que um grupo de punks na rua durante o dia, foi o que eles estavam fazendo. Estavam numa roda, todos de mãozinhas dadas, dançando pra lá e pra cá em volta de uma fogueira. É, punks em volta de uma foqueira. Numa roda de mãozinhas dadas.
Se algo puder ser ainda mais estranho do que isso, certamente a múcida que eles estavam cantando será:

I Wanna Be Sedated (Ramones)

Twenty-twenty-twenty-four hours to go
I wanna be sedated
Nothing to do, nowhere to go, oh
I wanna be sedated
Just get me to the airport, put me on a plane
Hurry hurry hurry, before I go insane
I can't control my fingers, I can't control my brain
Oh no oh oh oh oh

Just put me in a wheelchair, get me on a plane
Hurry hurry hurry, before I go insane
I can't control my fingers, I can't control my brain
Oh no oh oh oh oh

Just put me in a wheelchair, get me to the show
Hurry hurry hurry, before I go loco
I can't control my fingers, I can't control my toes
Oh no oh oh oh oh

Just put me in a wheelchair, get me to the show
Hurry hurry hurry, before I go loco
I can't control my fingers, I can't control my toes
Oh no oh oh oh oh

Ba-ba-baba, baba-ba-baba, I wanna be sedated
É, pois é. Punks em volta da fogueira cantando I wanna be sedated praticamente em ritmo de bossa nova. Um luau e um violão cairiam muito melhor na cena. Muito estranho, algo tinha que estar errado. E estava.
Perto dali, sob umas árvores, estava um grupo de pessoinhas muito estranhas que me lembravam alguma coisa. Logo consegui sacar quem eram: os mesmos duendes verdes que tinham levado o Lennon. A Dorothy, assim que os viu também, saiu correndo atrás deles que nem uma louca, mas eles conseguiram sumir antes que ela chegasse, não sem deixar para trás uma nuvam de fumaça colorida, cheiro de incenso e umas borboletas esvoaçantes. Ainda vou ter problemas com esses caras.
Assim que a Dorothy conseguiu se alcalmar um pouco, e os punks continuavam na sua rodinha (só faltava começarem a cantar "All you need is love/Tchu tchu ru ru ru/All you need is looooove/ Tchu tchu ru ru ru/ Love is all you need", mas tudo bem por enquanto), ela começou a me explicar quem eram esses punks. Ela os conhecera há um tempinho atrás, logo após abandonar os pais e o namorado (hum, tô achando que foi pra ficar com eles que ela partiu... vou tentar confirmar), e eles acreditavam que os integrantes dos Ramones eram aliens que iriam levá-los até o seu planeta distante, onde os deuses da guitarra andam entre o povo e os dinossauros do rock estão mais do que vivos. Tááááááá né... E depois eu achava que já tinha visto de tudo nessa vida. Que os integrantes de Led Zepplin e o Elvis não eram desse planeta nunca foi muito difícil de acretitar... Mas os caras do Ramones? Francamente! Ok, tudo é possível... E se tratando daqueles duendes verdes, eu acredito em qualquer coisa.
Achamos melhor não nos envolver nessa doideira e contiuamos a nossa viagem.
Ah, e a chuvinha não caiu.
~Rainha de Copas

domingo, junho 26, 2005

Uma Viagem pela Estrada de Tijolos Amarelos - 4º dia

Na manhã seguinte, a Dorothy apareceu logo após o café da manhã. E ela vinha sentada sobre o tapete em que o hippie estava tocando violão. Na verdade, esse era um tapete voador que ele tinha faturado numa viagem ao Oriente Médio na época da virada do milênio. Lá ele tinha conhecido um árabe muito doido que acreditava que o fim estava próximo e que na hora do julgamento Elvis desceria à terra para levá-lo ao paraíso, só que o riponga tinha dito pro cara que Elvis não tinha morrido. O árabe então, tendo seu sonho destruído ("É, brohter, o sonho acabou"), se desiludiu com a vida e virou homem-bomba. Só que a Dory estava sozinha, e acabou revelando que na noite anterior uns caras baixinhos muito estranhos tinham aparecido e levado o hiponga, que parecia alegre e satisfeito, e estava até cantando uma musiquinha engraçada ("Eu vi dueeeeeendes, ha ha ha ha ha ha haaaaaaa, duendes são nossos amigos, duendes não fumam cigarros, eu vi dueeeeeendes...."). O cara tinha ido tão desligado que deixou o tapete em cima da pedra. _ Ai, agora tô achando que vou sentir saudade do Jonny...

_ Qual era o nome dele!?

_ Ah, era John. Mas todo mundo conhecia ele pelo sobrenome, Lennon.

_ Eu sabia que conhecia aquela história de destruição de sonhos de algum lugar!
Pois é, acabamos descobrindo qual foi o real fim do integrante mais psicodélico da maior (e que também foi a primeira) boyband do mundo. Ele não se suicidou, nem foi assassinado
pela suposta esposa. Ele foi levado numa madrugada pelos duendes que entregam cogumelos mágicos em casa.
Mais tarde, nesse mesmo dia, acabamos avistando ao longe uma fumaça escura. Ao chegarmos mais perto, avistamos algumas colinas pegando fogo, ao som de uma banda de rock:
"This is not a test

Of the emergency broadcast system

When Malibu fires and radio towers

Conspire to dance again

And I cannot believe the media Mecca

They're only trying to peddle reality

catch it on prime time, story at nine

The whole world is goin' insane


When the hills of Los Angeles are burnin'

Palm trees are candles in the murder wind

So many lives on the breeze

Even the stars are ill at ease

And Los Angeles is burnin'"

(trecho de Los Angeles is Burnin', do Bad Religion)


Ninguém podia fazer nada, a não ser aguardar a chegada dos bombeiros. Sim, o Reino tem uma companhia de combate a incêndios. E não é só porque eu me preocupo com a segurança da população. É também porque são necessários bombeiros para se criar um Calendário de Fotos de Bombeiros todos os anos. E também policiais, marinheiros, soldados, salva-vidas...

Enquanto estavam todos aguardando os bombeiros, a banda continuava tocando. E nós seguíamos a nossa viagem. Assim que saímos do alcance dos ouvidos das pessoas que se aglomeravam para ver o desastre (com uma curiosidade mórbida tão grande que eles nem mesmo de deram conta de que era a própria Rainha passando ao lado deles), alguém disse uma frase que se tornaria célebre entre os anti-americanistas:

_ When the hill of Los Angeles are burnin', eu tô do lado assando marshmallow. Por que eu devia me preocupar?

O resto do dia correu sem mais fatos notáveis.

*CONTINUA

sábado, junho 25, 2005

Uma Viagem pela Estrada de Tijolos Amarelos - 3º dia

No terceiro dia, todos nós acordamos alegres e bem dispostos, e rapidinho nos pusemos a viajar de novo. Não demorou muito tempo, encontramos um hippie na beira da estrada, sentado num tapete em cima de uma pedra e tocando violão. Paramos para ouvir o cara tocar uma música que acabou nos chamando a atenção:

Dezessete anos e fugiu de casa
Às sete horas na manhã do dia errado
Levou na bolsa umas mentiras pra contar
Deixou pra trás os pais e o namorado
Um passo sem pensar
Um outro dia, um outro lugar.
Pelo caminho garrafas e cigarros
Sem amanhã por diversão roubava carros
Era Ana Paula agora é Natasha
Usa salto quinze e saia de borracha

Um passo sem pensar
Um outro dia, um outro lugar.
O mundo vai acabar
Ela só quer dançar
O mundo vai acabar
Ela só quer dançar, dançar, dançar.
Pneus de carros cantam
Thuru, Thuru, Thuru, Thuru

Tem sete vidas
Mas ninguém sabe de nada
Carteira falsa com idade adulterada
O vento sopra enquanto ela corre
Desaparece antes que alguém acorde
Um passo sem pensar
Um outro dia, um outro lugar.
Cabelo verde, tatuagem no pescoço.
Um rosto novo, um corpo feito pro pecado.
A vida é bela, o paraíso um comprimido
Qualquer barato ilegal ou proibido
(Capital Inicial- Natasha)
Essa história se parecia muito com a de alguém que nós conhecíamos muito bem, e não era uma menina de 17 anos chamada Ana Paula. Era a Dorothy. Louca do jeito que ela é, só mesmo tendo uma história de vida assim. E rapidamente perguntei ao hiponga se a música era inspirada em alguém real ou apenas o fruto de alguma viagem que ele tenha feito de mãos dadas com algum duende a base de cogumelos mágicos. A resposta foi surpreendente: ele era o namorado que a tal menina abandonou quando resolveu cair na vida, mas ela não se chamava Ana Paula, e ele não tinha prova alguma de que ela havia trocado seu nome para Natasha, passado a usar salto quinze ou saia de borracha, pois ele nunca mais havia tido qualquer notícia sobre ela. Quando indagado sobre o motivo para ele ter trocado o nome original da menina, a resposta foi apaixonada: ela devia ter tido bons motivos para partir, mas que não podia revelar. Um nobre mancebo ainda apaixonado depois de tantos anos pela mesma garota hoje em dia é de espantar até mesmo uma rainha como eu. Nessa hora, percebi que a Dorothy estava um tanto quanto nervosa e inquieta, se escondendo no meio do mulão que nos acompanhava. Percebi na hora toda a verdade, e era uma situação tensa.
Sem querer o cara havia encontrado sua Dorothy perdida há tantos anos. E como ninguém estava a fim de ficar segurando vela, continuamos viajando pela Estrada de Tijolos Amarelos até a hora do almoço, quando resolvemos parar para esperar a Dory nos alcançar.
Esperamos o resto do dia e ela não apareceu. Resolvemos acampar ali mesmo, e todos dormimos um sono leve e sem sonhos, perturbado insistentemente por qualquer barulho da natureza que pudesse ser a Dorothy chegando. De madrugada, fui acordada por umas pessoinhas estranhas que queriam uma informação: procuravam um hippie sentado num tapete em cima de uma pedra que tinha reencontrado uma namorada antiga, e encomentou uma remessa especial de cogumelhso mágicos para comemorar o acontecido. Alguma coisa me dizia que esses carinhas eram os tais duendes que iam de mãos dadas com o hiponga, mas eu estava com tanto sono que acabei achando que não eram não, e voltei a dormir.


*CONTINUA

quarta-feira, abril 27, 2005

Uma viagem pela Estrada de Tijolos Amarelos - 2º dia

No dia seguinte, todos acordaram com aquela ressaca e uma dor de cabeça de quebrar os Tijolos Amarelos da Estrada de Tijolos Amarelos.

Depois de muito café forte e banho gelado, conseguimos continuar a nossa jornada até chegarmos a beira do lago, onde o Yellow Submarine nos aguardava. E encontramos um homem que navegou no mar, e que nos contou da sua vida na terra dos submarinos (exatamente como na música). Depois da longa história, convencemos o cara a nos levar para dar um passeio no seu Yellow Submarine totalmente style. Então nós navegamos até o sol, até encontrarmos o mar verde. E todo mundo passou a viagem toda cantando:

In the town where I was born
Lived a man who sailed the sea
And he told us of his life
In the land of submarines

So we sailed up to the sun
Till we found the sea of green
And we lived beneath the waves
In our yellow submarine

We all live in a yellow submarine,
Yellow submarine, yellow submarine
We all live in a yellow submarine,
Yellow submarine, yellow submarine

And our friends are all on board
Many more of them live next door
And the band begins to play

We all live in a yellow submarine,
Yellow submarine, yellow submarine
We all live in a yellow submarine,
Yellow submarine, yellow submarine

As we live a life of ease
Everyone of us has all we need
Sky of blue and sea of green
In our yellow submarine.

We all live in a yellow submarine,
Yellow submarine, yellow submarine
We all live in a yellow submarine,
Yellow submarine, yellow submarine
We all live in a yellow submarine,
Yellow submarine, yellow submarine
We all live in a yellow submarine,
Yellow submarine, yellow submarine
(Yellow Submarine- Lennon/McCartney)
A viagem acabou levando tanto tempo, que quando finalmente acabou ( e a frase "We all live in a yellow submarine, yellow submarine, yellow submarine" ecoava insistentemente na minha cabeça) o dia já havia chegado ao fim.
E acabamos acampando na beira da Estrada de Tijolos Amarelos de novo. MAs hoje não teve festa, estávamos todos cansados de mais. E todos sonharam sonhos felizes, com hipopótamos dançando ballet.
*CONTINUA

segunda-feira, abril 25, 2005

Uma viagem pela Estrada de Tijolos Amarelos - 1º dia

Hum... Bem.... num belo dia eu (a Rainha de Copas) resolvi, juntamente com as minhas outras duas personalidades, a Dorothy e a Alice, baixar um decreto:
_ Vou fazer uma viagem pela Estrada de Tijolos Amarelos para ver se está tudo tranqüilo no meu Reino, blz? Se mais alguém estiver a fim de ir também, é só fortalecer a idéia. Vou puxar o bonde daqui a pouco.

E assim o mulão se juntou a minha comitiva para não perder nenhum babado da jornada. Até os hóspedes do Castelo de Copas, e os turistas que estavam na antiga residência real, o Castelo de Cartas, resolveram viajar também.

Assim que saímos do Castelo encontramos a Estrada de Tijolos Amarelos. Afinal, uma Estrada de Tijolos Amarelos não é uma coisa que se veja todos os dias ou se confunda com alguma outra (se é que eu nunca ouvi falar em alguma outra estrada feita com algum tipo de pavimentação amarela para alguém poder confundir as duas). Logo que conseguimos alcançar uma velocidade de cruzeiro estável e perdemos o Castelo de Copas de vista atrás da montanha, meus súditos pirados e sem-noção resolveram puxar uma daquelas musiquinhas clássicas de excursão da escola:

_ O Escudeiro robou pão na casa do João!
_ Quem, eu?
_ Tu sim!
_ Eu não!
_ Então quem foi?
_ Foi a Camareira.
_ A Camareira robou pão na casa do João!
_ Quem, eu?
_ ...

E assim cantaram por horas a fio, e todos os presentes foram acusados inúmeras vezes do roubo. Até que um pobre coitado teve a infeliz idéia de cantar:

_ A Rainha robou pão na casa do João!

Não deu pra evitar, e acabou rolando um estresse. Mas o barraco acabou se estendendo por toda a tarde, então tivemos que armar a barraca perto de uma árvore muito famosa que tinha por ali. A árvore é aquela da história da Alice, você já deve ter ouvido falar: ela estava em baixo dessa árvore estudando alguma coisa muito chata com a sua irmã (eu não tenho irmãos, mas a Alice tem.... vá entender...) quando acabou dormindo e sonhando (algumas versões da história dizem que ela puxou um 2, mas isso nunca foi confirmado e ela se nega a dizer), chegando até a ver um coelho correndo com um relógio na mão dizendo que está atrasado. O resto da história você já deve conhecer, mas o que eu tenho que dizer é que eu acabei me cansando daquela viagem toda e tentei tirar a Alice daquele delírio, tanto que eu apareço perto do final da história (eu ainda pego o fdp que me retratou como uma baranga gorda e surtada), mas não tive muito sucesso, tanto que ela volta a realidade sozinha.

Já que não ia dar mesmo pra continuar a viagem naquele dia, acabamos dando uma festinha ao som de "a noite vai ser booooooooa, e tudo vai rolaaaaaaaaar" e tudo rolou mesmo, tanto que todo mundo acabou fazendo aqueeeeeela viagem de novo, afinal o coelho veio pessoalmente buscar a galera. Foi exatamente como está no livro, com direito a bolinhos escritos coma-me, uma tempestade de lágrimas (a Alice sempre se descontrola nessa parte), festas de desaniversário, borboletas de pão-de-mel, uma lagarta fazendo figuras de fumaça, e aquele gato listrado (que até hoje me causa arrepios). Só não teve aquela parte com a Rainha de copas, afinal a Rainha sou eu...

Mas, como toda boa viagem que se preze, terminou. E todos cairam num soninho reconfortante, com direito a sonhos com elefantes feitos de bolhas de sabão e vassouras carregando baldes dágua....
*CONTINUA
Volte sempre e use filtro solar.


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